Pedonalização do centro histórico só avança depois de parque de Camões estar pronto

É uma promessa eleitoral socialista que vai começar a ser cumprida em meados 2017, data prevista para o arranque da construção do Parque de Camões. A autarquia assume que esta obra, que vai criar 400 lugares de aparcamento e que ficará pronta em 2018, é condição fundamental para avançar com a pedonalização do centro histórico.

Para Domingos Bragança, esta obra, que se insere nas “Grandes opções do Plano e Orçamento”, documento que rege a política orçamental para 2017, “é estratégica”. “É ela que vai permitir a pedonalização do centro histórico. Sem alternativa de aparcamento é complicado dizer às pessoas para não estacionarem no sítio A ou B. Terá 400 lugares e vai permitir a regeneração da Caldeiroa, rua da Liberdade e rua de Camões”, explicou o autarca.

O presidente disse ainda que “o processo de instalação deste parque é complexo” porque envolveu a negociação com muitos proprietários, sendo que “neste momento ainda há algumas situações por resolver”. É possível que em alguns destes casos se tenha que avançar para a expropriação, que será dirimida em tribunal.

Gestão do parque de Camões deverá ser entregue à Vitrus

“O parque de Camões é para ser construído pela Câmara Municipal e a gestão não vai ser entregue a privados. É uma opção minha”. É assim que Domingos Bragança responde às declarações da Coligação Juntos por Guimarães, que disse que a autarquia tentou concessionar a infraestrutura e não conseguiu. O edil garante que “por parte do presidente da Câmara não houve solicitação de propostas a privados”.

Também a gestão do parque não será entregue a privados, assegura Domingos Bragança, e deverá ser a empresa municipal Vitrus a tomar conta da infraestrutura. Este parque de estacionamento mereceu ainda as críticas da oposição na medida em que é “um investimento, do ponto de vista económico, difícil de entender”. O parque “vai custar 6,8 milhões de euros, tentou-se que fosse concessionado e não se conseguiu”. “Se um privado conseguir construir um parque mais próximo do centro histórico, este investimento fica completamente arruinado”, argumentou o social-democrata André Coelho Lima.

Texto: Catarina Castro Abreu
Foto: CM Guimarães