Valsa de um homem carente

Picheleiro de profissão, era gabado pelos clientes. “Trabalhava bem e deixava tudo impecável quando terminava os arranjos. E sempre foi muito certinho com as contas”, garante uma vizinha. Magro, desmazelado, sujo, José, 47 anos, deambula pelas ruas até ao ponto de referência que ainda preserva, o café que fica no rés-do-chão do prédio onde viveu até ao passado mês de agosto. Anda à cata de coriscas na parca esplanada que outrora serviu para relaxar depois de um dia de trabalho. Foi notícia de jornal por apresentar comportamentos perigosos para si e para a vizinhança: depois de a mente deixar de … Continuar a ler Valsa de um homem carente