Terminada que está a época das vindimas é tempo de números: 593 toneladas de uvas, provenientes de 120 produtores ativos que trabalham 250 hectares de vinha. Um fungo afetou a produção o que obrigou à diminuição de produção da média anual (500 mil litros) em 20% e esta ficou-se pelos 400 mil litros de vinho, o que equivale a 800 pipas de vinho.
A Adega Cooperativa de Guimarães produz um vinho homónimo e o “Praça de S. Tiago”, ambos a partir das castas loureiro, trajadura, pedemã, azal branco e tinto, vinhão, borraçal e espadeiro. Japão, Estados Unidos e os países da Europa do Norte são os mercados em expansão. A chuva duradoura, que se prolongou pela primavera, provocou o fungo (o míldio) e matou alguns dos cachos das videiras que produzem o vinho verde. Mas o verão seco e o cuidado fitossanitário conseguiram salvar a produção. Também a época das vindimas foi positiva devido à ausência de chuva.
O mercado exige muito profissionalismo e o produtor agrícola vimaranense, com modernas técnicas agronómicas, cuida como ninguém do seu espaço para melhor servir quem nos procura”, considerou o Domingos Bragança.
O Praça de S. Tiago é a marca de excelência da Adega Cooperativa de Guimarães e existe nas gamas branco, tinto, espadeiro, reserva e vinhão (estes últimos de gama mais alta). De uma gama mais baixa – e o vinho mais vendido – é o Adega Cooperativa branco, rosé e tinto. A Adega Cooperativa de Guimarães (ACG), que se estabeleceu em 1963, em Fermentões, com o objectivo de receber, vinificar e comercializar as uvas dos seus cooperadores.
Graças às evidentes vantagens que a associação de produtores em cooperativas apresentava, a Adega Cooperativa de Guimarães rapidamente floresceu tendo chegado a agregar 250 viticultores do Concelho de Guimarães. Hoje são cerca de 120 sócios. Durante os anos setenta e oitenta, a realidade agrícola da região sofreu profundas alterações, consumando-se no abandono da atividade vitícola, o que se refletiu na representatividade da ACG.
Os dados foram apresentados a Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, durante uma visita que fez à Adega Cooperativa de Guimarães. O edil realçou a importância da organização, que promove nacional e internacionalmente o vinho verde, “apreciado em todo o mundo”, por privilegiar “a qualidade rigorosa e valorizar os excecionais recursos naturais” da região.
