A Muralha – Associação de Guimarães para defesa do Património está preocupada com o “considerável estado de degradação” do Convento de Santa Rosa do Lima, mais conhecido na cidade como Convento das Dominicas. O edifício é da propriedade da Câmara Municipal de Guimarães e esta associação apela à edilidade para que desenvolva naquele edifício um trabalho de recuperação, tal como o que está projetado para a Torre da Alfândega.
“O facto de o edifício ser propriedade da Câmara Municipal de Guimarães obvia um conjunto de constrangimentos – como aqueles com que se deparou a Torre da Alfândega – e dá à comunidade uma responsabilidade acrescida na sua conservação”, sublinha a associação em comunicado de imprensa. Para a Muralha, urge “a reconstrução da cerca do convento que se encontra particularmente degradada” e incita ao estabelecimento de “um plano de recuperação global que garanta o futuro e o respeito pela história comum que ele representa”.

Tal como o trabalho de recuperação anunciado para a Torre da Alfândega, a Muralha adverte que a “recuperação estrutural e patrimonial deste Convento enriquecerá de forma muito substancial o património edificado de Guimarães e fará jus aos pergaminhos da comunidade em termos da preservação do património comum”. Vinca ainda que “o Convento de Santa Rosa de Lima é um exemplar importante e único da nossa rica arquitetura conventual que não pode nem deve ficar esquecido”.

Aquela associação recorda que “ao longo do século XVIII, nesta instituição monástica feminina”, é possível encontrar “disseminados pelas obras de pedraria, carpintaria e talha, um grande número de mestres que aí trabalharam oriundos dos atuais concelhos de Braga, da Maia, do Porto, Vila de Conde e de Vila Nova de Famalicão”. “Segundo as fontes arquivísticas”, refere, “este convento destaca-se como o imóvel vimaranense em que se depara com o maior número de artistas provenientes de locais fora de Guimarães e seu termo”. “Este convento é uma referência pelo número de encomendas, pela contratação de artistas de nomeada e principalmente por aquilo que ainda nos nossos dias podemos admirar”, termina aquela associação.

