É lançado hoje, 12, em Guimarães, no Museu de Alberto Sampaio, pelas 15h30, o primeiro volume do maior inventário de doçaria portuguesa contemporânea. Da autoria de Cristina Castro, o livro faz parte da coleção A Doçaria Portuguesa, composta por cinco volumes.
O trabalho que vi ser lançado esta tarde resulta de um trabalho de dois anos de investigação desenvolvido por Cristina Castro, responsável pelo projeto No Ponto, em parceria com uma equipa multidisciplinar e com a orientação do gastrónomo Virgílio Nogueiro Gomes. A historiadora vimaranense Isabel Fernandes, diretora do Paço dos Duques e do Museu de Alberto Sampaio e autora de livros sobre doçaria, também esteve envolvida no projeto. E porque é de doces de que estamos a falar, haverá uma prova de iguarias descritas no livro e de vinhos.

Segundo o comunicado de divulgação do evento, o presente volume, Norte, retrata as actuais especialidades doceiras de 60 concelhos nortenhos, num total de mais de 150 doces, com um estudo bibliográfico que acompanha a informação recolhida in loco, um magnífico trabalho fotográfico de Gonçalo Barriga e gulosas ilustrações da autoria de Ana Gil. O prefácio é do gastrónomo Virgílio Nogueiro Gomes.
De origem popular ou conventual, antigos ou recentes, famosos ou pouco conhecidos, os doces incluídos neste livro traduzem uma laboriosa investigação no terreno em busca da origem dos doces, das histórias de quem os faz, e dos locais onde prová-los. Dá-se a voz a 200 produtores.

No Ponto é um projeto inédito de investigação, recolha e divulgação de todas as especialidades doceiras portuguesas que se podem encontrar hoje em todo o país. Semanalmente, No Ponto publica reportagens vídeo de visitas feitas a doceiros e pasteleiros de todo o país, publicadas em http://www.noponto.pt e em http://www.facebook.com/noponto.pt. Destas visitas resultam entrevistas, recolha de doces para fotografia em estúdio, contactos com entidades locais, e outras formas de investigação no terreno. Deste modo, No Ponto está a construir um retrato único da actual realidade doceira de Portugal. Os cinco volumes da colecção estão divididos por zonas geográficas: Norte, Centro Norte, Centro Sul, Sul, e Ilhas.
Os responsáveis do projecto procuram doces que chegaram aos nossos dias pelas mãos habilidosas dos doceiros que preservaram tradições e pela persistência de investigadores da nossa história gastronómica. Mas não só: procuram também doces que nasceram agora da dedicação de quem ama esta arte.

Fotos: Direitos Reservados
