O largo de São Francisco, em frente à igreja homónima, transformou-se nos últimos meses num parque de estacionamento. Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, considera que a prática “é abusiva” e que o espaço deve ser regulado à semelhança com o que acontece, por exemplo, com o largo da Oliveira.
“Não há mini parque na igreja de São Francisco. O estacionamento em frente à Igreja de S. Francisco é abusivo”, disse o edil no final da última reunião de Câmara (dia 11 de novembro). Adiantou ainda que a gestão da utilização do espaço foi entregue ao ministro da Venerável Ordem de S. Francisco, “que também quer que seja um espaço digno”.

“Vamos ter que conversar mais [com a Venerável Ordem de S. Francisco] para que a Câmara possa prestar apoio à Ordem de S. Francisco”, pontuou o autarca, frisando que “este espaço é público, apesar de a Ordem dizer que o espaço não é público”. “Mas a Câmara e o seu presidente entendem que é um espaço público e da cidade e que terá que ser regulado como outros espaços. Como é o da Oliveira. Eu considero o espaço de S. Francisco exatamente igual ao do largo da Oliveira. Alguém pensa que o largo da Oliveira poderá ter carros?”, questionou o presidente.
Até às obras de intervenção na rua Padre Gaspar Roriz, que decorreram durante o verão deste ano, o acesso ao largo era regulado com recurso a sinalética luminosa. O acesso era permitido em dias de missa e para carros autorizados, nomeadamente os que circulassem para aceder ao lar que existe ao lado da igreja. Mas os semáforos foram desativados e o acesso ao largo tornou-se livre, transformando o local, que foi intervencionado por ocasião das obras da Guimarães 2012, num parque de estacionamento. Entretanto, desde ontem, 14, que os semáforos foram recolocados, embora ainda não estejam a funcionar.
Texto: Catarina Castro Abreu
Fotos: Duas Caras
