Há uma área de políticas municipais que aparece menos vezes nas capas dos jornais, menos vezes nas vozes da oposição, mas na qual residem muitas respostas para os desafios do presente e futuro de Guimarães: A Educação.
Ao longo do último mandato, Guimarães atribuiu um reforçado peso a esta área de intervenção da Câmara Municipal. Fruto de um misto entre uma visão estruturada para esta área e do reforço das delegações de competências no poder municipal no que toca ao 1º ciclo.
Quando pensamos nos grandes desafios do futuro, e nas principais bandeiras que Guimarães tem assumido, percebemos que as respostas para cada uma delas reside nesta área da ação política.
Desde logo, no desafio da sustentabilidade ambiental e das alterações aos hábitos dos vimaranenses, mas também na criação de novos públicos, na área da cultura, e da sua função como agentes transformadores da sociedade.
Não menos importante, a prática desportiva competitiva e na promoção de estilos de vida saudáveis a replicar e na competitividade do território por via da formação e conhecimento.
Senão vejamos. Na área do ambiente, é verdade que é possível mudar o paradigma através de políticas públicas de transformação do território. Seja na construção de vias para pessoas e bicicletas, de corredores ecológicos nas margens dos rios, na substituição de iluminação pública por LED ou na substituição de autocarros a gasóleo por elétricos. Mas nada disto terá resultados se a consciencialização dos cidadãos não acompanhar o progresso.
Daí que a educação ambiental nas nossas escolas, desde o 1º ciclo, assuma um papel de grande importância. Para que se incentivem os meios de transporte suaves, se valorize a natureza e se reforcem os valores da sustentabilidade energética.
Na área da cultural e da promoção de novos públicos. Ao longo do último mandato, a Câmara Municipal de Guimarães tem, através de um conjunto de programas, criado um contacto permanente e da maior intensidade entre as meninas e meninos das nossas escolas do primeiro ciclo e as diversas artes. Tanto de um lado, como do outro do palco.
O futuro do nosso concelho passa também por aqui. Pela implantação deste “bichinho” desde novos, para que de crianças e jovens vimaranenses se comecem a formar futuros artistas de Portugal e da Europa, mas também consumidores de cultura. Desde os 6 anos, tenham nascido na Oliveira ou em Oleiros, com mais ou menos possibilidades económicas, tenham a oportunidade de explorar a sua sensibilidade para as artes indo ao Centro Cultural Vila Flor contactar com os artistas de hoje.
A promoção de novos públicos e o alargamento da abrangência na população da sensibilidade para estes temas é possível, não só através do ensino formal nas nossas escolas, como através do serviço educativo dos espaços culturais vimaranenses.
Este é um trabalho que não afeta apenas as crianças e os adultos de amanhã. Afeta toda a população pelo efeito de contágio que estes agentes de mudança provocam no seio das suas famílias.
Na área desportiva, o primeiro contacto com a prática de diferentes modalidades não pode ser exclusivo de qualquer estrato social ou localização geográfica dos cidadãos. Guimarães tem levado a prática desportiva, com variedade, às nossas crianças, criando cidadãos de amanhã mais saudáveis e, quem sabe, futuros atletas.
Por fim, a competitividade do território através do conhecimento onde deixo uma ideia para o futuro. O futuro passa, de forma imparável, pelas questões tecnológicas e de transformação digital das organizações e da sociedade. Tal como tenho trazido em artigos passados, IoT, Big Data ou Cloud Computing, serão expressões que farão parte do nosso dia-a-dia como Geografia ou Ciências nos dias que correm. A nossa oferta educativa tem que estar preparada para o futuro, desde o primeiro ciclo.
À semelhança de outros países do mundo, temos que começar a fazer a nossa parte, introduzindo a aprendizagem de código ou algoritmia básica desde cedo. Cidadãos mais conscientes que falem tão bem inglês ou espanhol, como linguagem de web development, é um desígnio que nos deve unir.
O futuro está aqui à porta. Felizmente Guimarães já leva avanço em muitas destas questões. Tal como ouvi durante o último mandato na Assembleia Municipal, esta é uma área em que a oposição à direita do executivo municipal, nada tem a apontar.
Tem sido feito um trabalho de construção de diferentes programas e ofertas complementares que fazemos das nossas crianças, cidadãos do futuro mais conscientes ambientalmente, mais alerta para as diferentes artes, habituados a estilos de vida saudáveis e com os olhos no futuro.
Sigamos assim. Confiantes e preparados para “construir” hoje os cidadãos que queremos ter amanhã.
