Há um ano atrás estávamos nos últimos dias de campanha eleitoral. Os Partido políticos apresentavam as suas ideias e projetos para Guimarães e esgrimiam os seus últimos argumentos. O desfecho é conhecido de todos: vitória do Partido Socialista com reforço da votação em todos os órgãos, números de mandatos na Assembleia Municipal, número de Freguesias e eleitos locais.
As maiorias e os projetos políticos não servem, contudo, como desculpa para que a democracia se cumpra apenas de 4 em 4 anos. A democracia cumpre-se todos os dias, quer nos órgãos de fiscalização como a Assembleia Municipal, quer na prática política dos órgãos executivos.
Ao longo deste primeiro ano de mandato, vimos o Presidente da Câmara lançar para a população um conjunto de temas marcantes e estruturantes para que o debate não se esgote na campanha eleitoral, nem se circunscreva às quatro paredes de Santa Clara, das quais destaco o modelo de transportes públicos do concelho, o Plano de Mobilidade e as Festas Gualterianas. São exemplos de matérias que foram alvo de grande debate em período eleitoral, e que dizem tanto aos vimaranenses que não se podem esgotar em decisões administrativas.
Repensar os modelos que nos dizem respeito a todos é uma missão de construção coletiva. É assim que Domingos Bragança o vê. Mas além da prática política, importa perceber o cumprimento do programas eleitoral e a sua execução.
O Partido Socialista venceu as eleições há um atrás com o projeto político ambicioso assente em 30 compromissos para Guimarães. Este primeiro ano, não tendo naturalmente a ambição de os concretizar em 365 dias, foi demonstrativo da vontade de repetir a prática do mandato 2013-2017, cumprindo integralmente aquilo com que se comprometeu com os eleitores.
No passado fim-de-semana foi inaugurada a 1ª fase da Ecovia, mas a intenção de fazer de Guimarães um concelho ambientalmente mais sustentável e de cada vimaranense um ecocidadão, não se esgota aqui e são vários outros os exemplos deste facto.
Na Educação, onde são 17 projetos nas nossas escolas, nas áreas culturais, ambientais e de atividade física, entre CAFs e AAFs. Na área da Cultura e no objetivo de cultura para todos, prosseguem-se projetos transitados do mandato anterior, se abraçam parcerias com entidades locais na programação do território, se atribui a maior verba de sempre às entidades culturais, numa cifra que se aproxima dos 300 mil euros ou se lança o Portal do Associativismo.
Cumpre também o município na Ação Social quando atribuiu 46 mil euros em Bolsas de Estudo, estando nova fase de candidaturas abertas para o novo ano letivo, ou no desenvolvimentos no terreno, no contacto com as instituições e na preparação da sua formalização, que a qualquer momento conhecerá novidades na Candidatura a Cidade Amiga das Crianças e no Lançamento da Incubadora de Base Social.
Sendo certo que muitos destes compromissos carecem de acompanhamento e ação condizente ao longo de todo o mandato, falamos em cerca de metade dos 30 compromissos nos quais já conhecemos concretizações ou desenvolvimentos significativos.
Um ano de muito trabalho, visibilidade do nosso território e preocupação com a qualidade de vida dos vimaranenses. Mas estamos no primeiro quarto de um trajeto para cumprir, e será ambicioso e exigente concretiza-lo. Dificilmente, com seriedade, será possível olhar para esta análise que acabo de fazer e não ficar satisfeito, esperançoso e determinado.
Tantos compromissos já cumpridos, tantos passos dados no cumprimento dos que faltam e uma abertura à democracia e à construção coletiva por parte do Executivo Municipal que não podemos deixar de reforçar.
Com todos e para todos.

