O PCP, pela voz da deputada eleita pelo círculo de Braga, Carla Cruz, está preocupado com a redução da dotação do Orçamento de Estado para o Hospital Senhora da Oliveira. É o destaque da conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, em Guimarães, sobre o documento orçamental para 2017.
“Está prevista uma redução de dotação orçamental para o Hospital Senhora da Oliveira de um milhão e 140 mil euros comparativamente com o orçamento de 2016”, que, segundo a deputada, pode comprometer “a prestação dos cuidados de saúde aos pacientes”. Nesse sentido, já fez uma pergunta ao governo para saber se é possível “rever o montante”, questionando sobre as “garantias dadas pelo governo para a prestação de cuidados de qualidade e em tempo útil”.
A acrescentar à questão do OE para o Hospital de Guimarães, os comunistas chamam a atenção para o facto de o HSO suportar sozinho os custos do centro de excelência para o tratamento dos doentes lisossomais de sobrecarga. O centro, que acompanha 45 doentes, custa 1,5 milhões por ano. O PCP quer saber se o governo está disponível para acolher a proposta da criação de uma linha de financiamento vertical específica para o centro. “Estes custos só podem ser suportados por via do Orçamento de Estado”, reforçou.
Também o fim do financiamento à unidade de internamento de Cabeceiras de Basto, à qual o HSO recorre para encaminhar doentes em convalescença, foi contestado pelo PCP. Carla Cruz defende que “a manutenção desta unidade, que custa 700 mil euros, é fundamental, dadas as características da população, que está envelhecida e que tem dificuldades no acesso aos transportes públicos”.
Posto da GNR de Lordelo deverá ter obras em 2017
Outra das questões levadas pelo grupo parlamentar do PCP ao governo é o posto da GNR de Lordelo. Trata-se de um processo com vários anos de um edifício que foi convertido para posto da GNR a partir de uma casa familiar, em que os militares estão “em condições pouco dignas” e que hoje enfrenta problemas de infiltrações.
Em resposta, a secretária de Estado adjunta da Administração Interna informou que “em 2017 foi elaborado um plano de intervenções prioritárias e que Lordelo está nessa lista”. “O que nos leva a depreender que não se vai avançar para a construção de raiz, que é o que defendemos, mas para uma intervenção para dar condições mais dignas ao quartel”, avançou.
