O regulamento de funcionamento do Canil/Gatil Municipal – Centro de Recolha Oficial (CRO) de Guimarães está a recolher contributos dos munícipes para a alteração do documento. O objetivo é abrir aquela infra-estrutura ao voluntariado. Um passo importante para a melhoria da vida dos animais recolhidos, acredita Rosário Pereira, da Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães.
A proposta de um novo regulamento foi entregue pela SPA no passado dia 10 de março e o início do procedimento para alteração do regulamento do CRO foi aprovada hoje, por unanimidade, em reunião de Câmara. Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, informou os vereadores que este é um processo importante para a abertura daquela infra-estrutura ao voluntariado.
Para a Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães, este documento serve para “melhorar o serviço e é uma forma de melhorar a vida daqueles animais, de fazer daquele serviço um motivo de orgulho para todos os vimaranenses”. As expectativas são altas: “Se nós, enquanto associação, com tão poucos recursos, esterilizamos fêmeas, vacinamos todos os nossos animais, conseguimos famílias de acolhimento temporário, integramos os animais em famílias definitivas, acompanhamos o pós-adoção, imagine o que não faremos em parceria com um CRO”.
A SPA sublinha ainda que “a abertura do canil à comunidade será efetivamente uma realidade quando o CRO começar a colaborar com esta associação”. Avança ainda que “grande parte das voluntárias da SPA foram já voluntárias noutros canis municipais e é impensável que o cidadão comum não tenha acesso às instalações”, criticando o facto das visitas espontâneas ao CRO não serem autorizadas. “As pessoas apareciam dentro do horário de funcionamento e eram muito bem recebidas, visitavam qualquer ala do canil, interagiam com os animais, etc. No que depender da SPA, no CRO, passará a ser assim também”, sugere.
Questionada sobre as melhorias que gostaria de ver introduzidas no Centro de Recolha Oficial, Rosário Pereira diz não poder responder sobre as instalações por não conhecer bem a infra-estrutura. Mas, no que diz respeito aos animais, propõe que se intensifique a vacinação dos animais, a esterilização das fêmeas, fomentando campanhas de adoção e abrindo o Centro de Recolha a toda a comunidade.
Texto: Catarina Castro Abreu
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