Fazer o Caminho

Como será do conhecimento da esmagadora maioria dos que lêem estas crónicas sou militante do PSD.

E tenho gosto nisso.

Militante desde Janeiro de 1975, começando o percurso partidário pela JSD, onde militei durante treze anos, e depois passando para o PSD embora acumulando durante algum tempo a militância nas duas organizações, desde sempre assumi como meus os combates do meu partido embora nuns casos com mais convicção e empenho do que noutros como é próprio de quem faz parte de uma partido democrático.

Quero com isto dizer que em termos autárquicos votei sempre nas candidaturas do PSD, da AD e agora dos JPG (Juntos por Guimarães) mesmo quando no passado, e por razões diversas, tinha boas razões pessoais para não o fazer.

Mas sempre distingui questões pessoais de questões políticas bem como o partido de quem temporariamente o dirige ou por ele se candidata nesta ou naquela eleição por esta ou por aquela razão.

E por isso sempre votei nas candidaturas do meu partido.

Não votei em 1976 porque os meus saudosos dezassete anos de então não o permitiam mas já votei em 1979 (nesse tempo os mandatos eram de três anos) numa candidatura liderada por um grande vimaranense como o é o senhor António Xavier, que concorrendo em AD conseguiu vencer essas eleições e fazer assim o seu primeiro mandato à frente da Câmara de Guimarães.

Um autarca com quem os vimaranenses foram injustos dez anos depois derrotando-o numas eleições que ele merecia claramente vencer pelo mandato que tinha feito e no qual dera provas de um amor à sua Terra e uma dedicação à autarquia que a tudo resistiu incluindo algumas deslealdades que em relação a ele cometeram.

A verdade é que desde então o PSD nunca mais venceu, sozinho ou acompanhado, umas eleições para a Câmara de Guimarães.

Mudou várias vezes de candidato, de estratégia, de estilo de campanha mas nada disso foi suficiente para convencer os eleitores vimaranenses a darem-lhe um triunfo que significasse também, e inevitavelmente, a derrota do PS.

Que assentou todos esses triunfos entre 1989 e 2013 no carisma pessoal de António Magalhães, um político que eleitoralmente valeu sempre bem mais do que o PS e por isso conquistou seis maiorias absolutas e ainda deu uma de bandeja a Domingos Bragança em 2013.

Acontece que o PSD demorando…aprendeu.

E por isso a partir de 2010, e da “habitual” derrota nas autárquicas de 2009, o PSD começou a fazer, debaixo da liderança de André Coelho Lima, um caminho muito diferente do que fizera até então e que visava a conquista da câmara num espaço temporal que não se limitava às eleições seguintes mas que previa a possibilidade de não sendo “à primeira” o eventual insucesso não ser mais que uma etapa para o sucesso.

Perdidas as autárquicas de 2013, mas recuperado algum terreno para o PS, o PSD começou a trabalhar literalmente no dia seguinte para as autárquicas de 2017 dando assim provas de uma consistência, um empenho e uma determinação absolutamente invulgares e que demonstravam bem o quanto o partido e o seu líder acreditavam no caminho que estavam a fazer.

Foram quatro anos de permanente contacto com Guimarães e as suas instituições, quatro anos a percorrer incessantemente o concelho, quatro anos a estudar os problemas e a propor soluções na certeza de que os vimaranenses a seu tempo saberão reconhecer o mérito do trabalho feito e a validade do caminho proposto.

Mas foram também anos em que o PSD e o seu líder souberam estar ao lado da Câmara quando a Câmara o mereceu, souberam ter o sentido de Estado de se empenharem em trabalhar para Guimarães mesmo sabendo que os “louros” podiam ser colhidos por outros (caso flagrante do instituto da universidade das Nações Unidas) , quatro anos em que Guimarães esteve sempre primeiro.

Esse caminho entra agora na sua recta final.

E ao contrário dos adversários que se mostram mais interessados em propaganda fantasiosa via outdoors do que em apresentarem ideias consistentes, que preferem dedicar-se à pilhagem de autarcas mais fracos de convicções e coerência do que em valorizarem os seus próprios camaradas, que tem uma obsessão quase doentia em criticarem as ideias da oposição em geral e de André Coelho Lima em particular do que em explicarem em que é que fariam diferente, o PSD e a coligação Juntos por Guimarães continuam metodicamente a apresentar as suas propostas para o mandato 2017-2021.

E propostas para o todo concelho e não apenas para a cidade.

Foi assim que depois da apresentação de propostas para a construção de parques de estacionamento na cidade que permitissem trazer o centro histórico para o século XXI sem perder as suas características medievais e de propostas para a construção de vias que permitam interligar os diversos pontos do concelho com a cidade assim proporcionando uma melhor coesão territorial o candidato e a coligação apresentam propostas que visam a criação de zonas de acolhimento empresarial em vários pontos do concelho com isso procurando atrair para Guimarães mais empresas.

E trazer empresas significa criar emprego, produzir riqueza, estimular a economia local.

E essas condições de acolhimento, atraindo empresas e criando emprego, também contribuirão para inverter o péssimo ciclo de deslocalização de empresas (algumas delas fundadas e trabalhando em Guimarães há longos anos) que se vem sentindo no nosso concelho a par de permitirem combater outro fenómeno profundamente negativo que é a perda de população a favor de concelhos vizinhos.

São propostas concretas, devidamente estudadas e ponderadas, susceptíveis de serem levadas à prática num curto espaço de tempo se existir vontade e determinação política e que poderão contribuir poderosamente para que Guimarães se afirme no contexto regional e nacional na próxima década.

André Coelho Lima e a coligação “Juntos por Guimarães” estão a fazer o seu caminho cabendo aos vimaranenses avaliar, em 1 de Outubro, os seus méritos.

Por mim, militante de base do PSD e sem qualquer responsabilidade na campanha eleitoral, cabe-me deixar o simples testemunho de que em quarenta e um anos nunca vi um caminho ser tão bem feito, com tanta persistência, dedicação, visão de futuro e crença no que se propõe.

Luís Cirilo Carvalho, 57 anos, é deputado municipal eleito pelas listas do PSD. Já liderou a concelhia do partido e foi deputado à Assembleia da República 1999 e 2005 na bancada social-democrata. Foi governador civil entre 2002 e 2003. Passou pelo Vitória Sport Clube como dirigente.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.