Conselho de Disciplina – Ato 2

Esta semana apresento a segunda situação de castigos aplicados ao Vitória. Este castigo foi muito mais grave, pois fomos punidos com um jogo à porta fechada. 

Jogo realizado no Estádio D. Afonso Henriques no dia 17/03/2013

Vitória – Benfica
Árbitro – Paulo Baptista 

Notícias Jornal Record do dia 18/03/2013 

PETARDOS                                           

Paulo Baptista parou o jogo três vezes para avisar responsáveis do Vitória. Aos petardos atirados para junto de Artur Moraes, o Benfica respondeu com golos. Foram 4 e, para lá dos 3 pontos da vitória, valeram também vantagem relativamente confortável (mais 4) para o FC Porto.

ARTEFACTOS LANÇADOS PELA CLAQUE VIMARANENSE OBRIGAM À INTERRUPÇÃO DO JOGO  

A noite foi agitada para o árbitro Paulo Baptista. No momento em que assinalou grande penalidade a favor do Benfica, os adeptos do V. Guimarães lançaram um petardo para o relvado, tendo este caído muito perto da baliza de Artur. Mas esse nem foi o momento em que os ânimos se exaltaram mais. Perto do final, novo artefacto pirotécnico lançado pelos vimaranenses. Desta vez, caiu mesmo ao lado do guardião, que ficou combalido com o rebentamento. Paulo Baptista reuniu-se com os capitães das duas formações e falou com o delegado da Liga, naquela que foi a segunda interrupção da partida.

Isto numa altura em que o Estádio D. Afonso Henriques corre o risco de ficar interditado…

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O Artur ficou combalido, mas nem sequer foi assistido, como outros, em outros jogos.

Por estes factos o Vitória foi multado em 10.200 euros, ao abrigo do artigo 183.20, por reincidência. Foi aplicado o máximo da multa.

Acessoriamente foi condenado com um jogo à porta fechada. Como curiosidade, e ao levantar esta situação agora, verifico que no artigo 183 não fala em jogos à porta fechada.

O Vitória não recorreu destas condenações, pelo contrário, o Vice-presidente do Vitória, Senhor Armando Marques, deu uma entrevista a condenar o comportamento dos adeptos, aquilo que o Braga e o Porto não fizeram, foram-se defender e ganharam com os seus recursos.

Abaixo transcrevo o artigo do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que deram origem aos castigos do Vitória.

Artigo 183.º
Arremesso perigoso de objetos com reflexo no jogo

  1. O clube cujos sócios ou simpatizantes arremessem para dentro do terreno de jogo objetos, líquidos ou quaisquer outros materiais que pela sua própria natureza sejam idóneos a provocar lesão de especial gravidade aos elementos da equipa de arbitragem, agentes de autoridade em serviço, delegados e observadores da Liga, dirigentes, jogadores e treinadores e demais agentes desportivos ou qualquer pessoa autorizada por lei ou regulamento a permanecer no terreno de jogo e que, dessa forma, determinem que o árbitro, justificadamente, atrase o início ou reinício do jogo ou levem à sua interrupção não definitiva é punido com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 50 UC e o máximo de 100
  2. Em caso de reincidência o clube infrator é punido com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 100 UC e o máximo de 200
Secundino Rodrigues, 63 anos, é reformado da profissão de empregado administrativo. Sócio do Vitória com o número 1.104, gosta de verter a sua paixão pelos números na análise dos resultados do seu clube. Escreve à quarta-feira.