Começar bem

Costuma-se dizer que não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão pelo que o primeiro acto público da candidatura da coligação “Juntos por Guimarães” e de André Coelho Lima não podia correr o risco de não ser um sucesso.

Primeiro acto público, entenda-se, enquanto formalização perante Guimarães da candidatura porque como é sabido ao longo destes quatro anos a coligação e o candidato estiveram permanentemente presentes quer nos grande eventos na cidade e vilas que nas mais singelas cerimónias nas mais remotas freguesias do concelho.

E também isso, esse trabalho de proximidade como Guimarães nunca tinha visto a partidos de oposição, exigia que o pontapé de saída para aquilo a que chamo um sprint de setenta dias fosse um sucesso.

E foi.

Em todos os aspectos.

Desde logo ao escolher-se o belíssimo largo fronteiro à Câmara para o evento transmitiu-se a mensagem clara de que se escolhera como ponto de partida aquele que se quer que seja o ponto de chegada, a 1 de Outubro, só que aí transpondo os umbrais do edifício e anunciando o início de um novo ciclo político para Guimarães.

Depois na decoração da praça e do próprio palco privilegiando a mensagem política e a proximidade entre candidato e apoiantes naquilo que se deseja continue a ser uma cada vez maior comunhão de esforços no seio da candidatura.

Naturalmente que não posso, nem devo falar pelos outros partidos que integram a coligação mas no que toca ao PSD, que é o meu partido, foi gratificante ver o apoio incondicional que é dado a André Coelho Lima desde logo pelos militantes mas também por algumas das maiores referências do partido em Guimarães como é o caso, por exemplo, de Fernando Alberto Ribeiro da Silva e António Xavier que fizeram questão de estarem presentes.

Mas para além dessas duas referências maiores, digamos assim, também lá estavam muitos outros dirigentes que ao longo dos anos estiveram na primeira linha do combate político em Guimarães e que quiseram mostrar público apoio à candidatura e ao candidato.

E depois importa salientar um momento particularmente marcante e que de alguma forma comoveu todos os presentes e que foi a subida ao palco da professora primária de André Coelho Lima  que apesar dos seus respeitáveis noventa e nove anos de idade não quis deixar de mostrar apoio ao seu antigo aluno.

Um momento raro e que marcou toda a cerimónia.

Não deixa de ser curioso, e digo-o num pequeno aparte, que a abrangência geracional da candidatura foi de tal ordem que entre a apoiante mais “experiente” a subir ao palco (a  referida professora) e a mais  jovem (a filha mais nova do candidato que na fase de encerramento agitava entusiasticamente uma bandeira) mediava o respeitável espaço de noventa e seis anos o que se não é recorde em cerimónias deste género deve andar lá perto!

Obviamente que num evento dedicado à apresentação formal do candidato se entende perfeitamente que não só tenha sido o único orador como também tenha “dispensado” a presença de dirigentes nacionais dos partidos que integram a coligação porque ali, naquele dia e naquela hora, o palco tinha de ser dele.

E foi.

Num das melhores intervenções  que já lhe ouvi o candidato André Coelho Lima conseguiu algo que nem sempre é fácil e que foi a conciliação adequada entre conteúdo, forma e duração do discurso mantendo a assistência atenta e permanentemente entusiasmada.

Porque foi essencialmente um discurso virado para o futuro.

Apresentando as ideias e os projectos, revelando a visão que tem para um todo chamado Guimarães do qual fazem parte cidade, vilas e todas as freguesias, mostrando à evidência as razões de uma candidatura e o futuro que deseja para o concelho.

Evitando criticas ao adversário, ataques e remoques a quem está no poder, limitando-se nessa matéria a algumas comparações com concelhos vizinhos que por si só são elucidativas das razões porque a coligação “Juntos por Guimarães” acha que pode fazer mais e melhor.

Como se diz na gíria “foi uma festa bonita, pá”.

Que terminou com a subida ao palco dos cabeças de lista às juntas de freguesia e dos responsáveis máximos de cada partido a nível local naquilo que foi um claro sinal de união de esforços face a um objectivo comum.

Foi uma excelente partida para o sprint de setenta dias até à data das eleições.

Setenta dias que vão dar sequência ao imenso trabalho feito durante quatro anos e que visam convencer os vimaranenses que vale a pena, após vinte e oito anos de poder absoluto do PS, dar uma oportunidade à coligação “Juntos por Guimarães” para fazer diferente, fazer melhor e dar início a um novo ciclo político só possível de ser protagonizado por quem representa uma nova forma de fazer política e traz para a comunidade ideias e projectos que já não estão ao alcance de um poder velho e gasto.

Durante estes setenta dias acredito que a coligação levará a sua mensagem, as suas ideias e os seus protagonistas a todos os pontos do concelho .

A 1 de Outubro os eleitores vimaranenses decidirão.

Luís Cirilo Carvalho, 57 anos, é deputado municipal eleito pelas listas do PSD. Já liderou a concelhia do partido e foi deputado à Assembleia da República 1999 e 2005 na bancada social-democrata. Foi governador civil entre 2002 e 2003. Passou pelo Vitória Sport Clube como dirigente.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.