80 obreiros, 111 anos de associação: Marcha Gualteriana fechou festas da cidade

Terminou esta madrugada, 08, as Festas da Cidade com a majestosa Marcha Gualteriana. O resultado do trabalho de 80 obreiros e centenas de voluntários valeu a pena com o desfile a encher de brilho e cor as principais ruas de Guimarães. Foram quatro dias de muita música, tradição e amor à cidade.

Festival de folclore, cantares ao desafio, feira de gado e concurso pecuário, desfile e exibição de grupos de bombos foram os números que marcam a faceta mais tradicional das Gualterianas. Um criador de S. Torcato, Francisco da Cunha Santos, foi o vencedor do Concurso Pecuário das Festas Gualterianas. As Festas Gualterianas começaram a 27 de julho com a inauguração de uma exposição no GuimarãeShopping, “O Verde a Preto e Branco”, numa organização da Muralha – Associação para a Defesa do Património, que continua até 03 de novembro.

Dengaz, Aurea e Zé Amaro foram os cabeça de cartaz deste ano. Destaque para a realização, no sábado, da Batalha das Flores que perfumaram as ruas de Guimarães. Já no domingo não faltou o tradicional desfile de charretes antigas, com as famílias a exibirem trajes e adereços tradicionais. Ao fim da tarde realizou-se a procissão de S. Gualter, que contou com três andores, e serviu para os emigrantes vimaranenses matarem as saudades das tradições da terra. Foram ainda inauguradas as esculturas de S. Gualter, patrono das festas, e de S. Francisco, em frente à Igreja homónima, assinalando os 800 anos da chegada dos franciscanos.

As festas terminaram com a Marcha Gualteriana, que este ano completa 111 anos de História e histórias. Às 23h00 em ponto saiu o desfile com a homenagem às entidades da cidade que celebram datas importantes: Bombeiros Voluntários de Guimarães (140 anos), Cercigui (40 anos), os 500 anos do nascimento de Francisco de Holanda e os 150 anos de Raul Brandão.