Mudar é Preciso

No próximo dia 1 de Outubro os vimaranenses terão uma oportunidade, renovada de quatro em quatro anos, de reconduzirem o partido que vem governando o município desde 1989 ou de darem uma oportunidade à coligação “Juntos por Guimarães” de levar para o largo de Santa Clara novos protagonistas, novas ideias e uma visão diferente do que deve ser o nosso concelho.

É uma opção sem qualquer dramatismo nem qualquer outra leitura que não a meramente política.

Porque em democracia a alternância é normal, é democrática, é desejável especialmente quando quem exerce o poder já o faz há um quarto de século com o natural desgaste que o passar do tempo provoca e quando quem se lhe opõe surge com melhores ideias e projectos que suscitam a adesão dos eleitores.

Não percebo por isso o dramatismo que o PS quer transmitir a estas eleições, quase como se aquilo que estivesse em causa fosse a soberania nacional ou o regime democrático, agitando fantasmas sem razão de ser e esgrimindo argumentos desactualizados pelo tempo e pela evolução das sociedades.

Percebo, isso sim, que para quem está habituado a estar no poder há muitos anos isso de alternância seja uma enorme maçada que pode mexer com o “status quo” de muitos e obrigar outros a equacionarem as suas opções de vida.

Mas isso é normal em democracia.

Já não será tão normal, mas vamos-nos habituando, à forma como o PS quase que quer obrigar os vimaranenses a sentirem-se no dever de neles votarem porque a câmara fez isto ou aquilo e este ou aquele governo socialista , mesmo o “geringonçeiro” de que em relação a Guimarães apenas se conhecem vagas promessas diferidas no tempo,fez aqueloutro.

Quem quiser ter memória,  se quisermos ir por esse caminho de falar do que está para trás, e ser justo reconhecerá que também governos do PSD fizeram muito por Guimarães e as câmaras lideradas por António Xavier tiveram acção importante em várias áreas (na cultura e na recuperação do património por exemplo que a esquerda tanto gosta de considerar coutadas suas)e se mais não fizeram no mandato 1985/1989 foi porque a partidarite socialista preferiu paralisar a acção do executivo do que permitir que este fizesse mais pelo concelho.

São factos!

Como factos são o reconhecer-se hoje que o governo da geringonça , ao contrário do apregoado em desespero de causa pelo PS de Guimarães,  mais não tem feito por esta Terra do que espalhar promessas,ao bom estilo socialista sem que na prática se veja algo de real.

Da sustentabilidade dos espaços de CEC 2012 ao nó de Silvares os exemplos não faltam!

Mas o que interessa, essencialmente, é o futuro

E na minha opinião, e por isso sou candidato nas suas listas, a coligação “Juntos por Guimarães” tem melhores ideias, projectos diferenciadores e melhores protagonistas para proporcionar ao concelho um desenvolvimento compatível com as suas necessidades do que um PS cujo lema de campanha é “Continuar Guimarães” quando em boa verdade devia ser “Continuar em Guimarães” que é o “cimento” que une uma candidatura fragilizada por dissensões internas e por  arrebanhamentos externos que apenas servem para acentuar descontentamentos.

E esse é, também, um ponto que importa realçar.

Enquanto a coligação “Juntos por Guimarães” se construiu e apresenta aos eleitores como uma conjugação de esforços e boas vontades de cinco forças políticas que souberam valorizar o que as une e deixar de lado o que as separa o PS aparece com uma imagem de divisões internas que apenas o desejo de se manterem no poder a qualquer preço permitiu manter unidas facções cujas disputas se prolongarão para lá das eleições autárquicas.

Não nego ao PS, seria um disparate fazê-lo, o seu lugar na História de Guimarães.

Creio é ser tempo de deixar ao PS a ocupação desse seu lugar e permitir que a coligação “Juntos por Guimarães” trate do Futuro se for essa a vontade dos vimaranenses.

P.S: A forma de agir e opinar de alguns apoiantes recentes ou reconvertidos da candidatura socialista, enveredando por ataques pessoais a André Coelho Lima, explicam muito do que tem sido a cada vez mais desesperada estratégia de manutenção de poder do PS.

Mas a isso darão os eleitores a devida resposta!

Luís Cirilo Carvalho, 57 anos, é deputado municipal eleito pelas listas do PSD. Já liderou a concelhia do partido e foi deputado à Assembleia da República 1999 e 2005 na bancada social-democrata. Foi governador civil entre 2002 e 2003. Passou pelo Vitória Sport Clube como dirigente.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.