Momentos PSD

Este fim de semana tive a sorte, porque isto de política também se faz com sorte (e ela costuma dar muito trabalho), de participar em dois eventos totalmente diferentes, em concelhos diferentes, com candidaturas também elas diferentes mas com dois pontos comuns.

O serem lideradas por candidatos do PSD e o tratara-se da apresentação dos candidatos às eleições autárquicas do próximo dia 1 de Outubro.

O primeiro evento foi em Esposende.

Um jantar comício, realizado na Quinta da Malafaia, e onde estiveram presentes mais de duas mil e quinhentas pessoas naquilo que foi definido como um comício “à PSD”.
Bandeiras laranja, hino do partido, candidatura do PSD que concorre sozinho à Câmara Municipal de Esposende como sempre o fez ao ao longo de toda a sua História nesse concelho, e um enorme entusiasmo de todos os presentes.

Especialmente aquando da chegada, do discurso e da saída do convidado de honra do evento.

Pedro Santana Lopes.

Um militante histórico do PSD, que já foi líder do partido e primeiro ministro, deputado e líder parlamentar, que ganhou para o PSD duas câmaras que o partido nunca tinha ganho sozinho (Figueira da Foz e Lisboa) e que por isso desfruta nas bases de uma simpatia e um carinho proporcionais ao carisma que possui e que foi cimentado por quarenta anos de vida política sempre no PSD e sempre ao serviço do PSD.

Liderando, apoiando ou criticando lideres, Pedro Santana Lopes nunca confundiu amigos com inimigos, companheiros com adversários, horas de debater e horas de unir esforços e sempre esteve na primeira linha do combate político e muitas vezes escolhendo ele própria as “trincheiras” mais difíceis onde o combate era mais árduo e de resultado mais incerto.

E os militantes reconhecem isso.

E por isso lhe tributam uma admiração que não teme comparações com a tributada a
qualquer outro militante do PSD.

Por mais ilustre que seja ou tenha sido.

Francisco Sá Carneiro à parte é claro.

No domingo tive oportunidade de assistir à apresentação dos candidatos da coligação “Juntos por Guimarães” efectuada no parque da cidade junto ao pavilhão do Vitória.

Diferente do evento de Esposende em muitas coisas.

Desde logo por se tratar de uma coligação de cinco partidos que decidiram unir esforços e superar divergências em prol do que entendem como melhor para Guimarães ao contrário do que sucede em Esposende onde,como sempre, o PSD concorre sozinho.
Realizada no fim de almoço, ao ar livre e num espaço aberto, com apenas dois discursos (em Esposende na velha tradição do PSD tinham sido cinco) e sem nenhum convidado de honra sendo as “despesas” das intervenções por conta dos candidatos à Câmara e Assembleia Municipal.

Mas houve pontos comuns entre os dois eventos.

Desde logo a elevada participação popular em ambos a indiciar num caso a reconfirmação da maioria absoluta pela oitava vez consecutiva e no outro a onde de mudança que varre Guimarães e que terá a sua máxima expressão a 1 de Outubro.
E nos discursos.

Em Esposende onde candidatos à Câmara e Assembleia Municipal, mandatário da candidatura e eurodeputado José Manuel Fernandes proferiram boas intervenções mas em que se destacou a grande altura a intervenção de Pedro Santana Lopes que marcou de forma indelével a sessão.

Em Guimarães, onde depois de uma intervenção curta do candidato à assembleia municipal José Pedro Aguiar Branco a apelar ao voto também para esse orgão tantas vezes esquecido nas campanhas autárquicas, se assistiu a uma brilhante intervenção de André Coelho Lima que galvanizou os presentes e mostrou estar em grande forma para utilizar uma linguagem desportiva de que ele também gosta.

Um discurso incisivo, mostrando profundo conhecimento de um concelho que tem percorrido de forma incessante, um conjunto de propostas inovadoras que resultam de um profundo trabalho feito junto das associações, das pessoas, dos clubes, das IPSS e de todos quantos representam o tecido social do concelho.

E ,é claro, de muito estudo, de muito trabalho de equipa, de um conhecimento profundo de Guimarães.

Se em linguagem desportiva se pode dizer que André Coelho Lima está em grande forma, em linguagem culinária dir-se-ia que está no “ponto” e em linguagem temporal que chegou a sua hora.

A hora de ser presidente a Câmara Municipal de Guimarães e de lançar a cidade, as vilas e freguesias, todo o concelho num novo ciclo de desenvolvimento, de ambição, de liderança regional e afirmação nacional.

É a hora de André Coelho Lima liderar Guimarães.

E a hora de Guimarães tornar isso possível.

Luís Cirilo Carvalho, 57 anos, é deputado municipal eleito pelas listas do PSD. Já liderou a concelhia do partido e foi deputado à Assembleia da República 1999 e 2005 na bancada social-democrata. Foi governador civil entre 2002 e 2003. Passou pelo Vitória Sport Clube como dirigente.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.