Orçamento Municipal 2018: Da teoria à prática

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O caminho do mandato autárquico, que se iniciou no passado dia 1 de outubro com a vitória reforçada e esclarecedora do Partido Socialista, começa a desenhar-se de forma clara.

Com a aprovação em Reunião de Câmara, e agendada que está para a próxima segunda-feira a discussão em sede de Assembleia Municipal das Grandes Opções do Plano e Orçamento, são já evidentes as prioridades deste mandato. Juntando todas essas prioridades, sabemos que se repetirá o desígnio do mandato anterior: palavra dada é palavra honrada, e o compromisso feito com os vimaranenses é para cumprir.

O desígnio mais evidente de todos é o da construção de um concelho ambientalmente mais sustentável, seja por via da candidatura à Capital Verde Europeia, já apresentada e aceite para lista final, seja pelo caminho que esta encerra em si.

Desde logo, no que diz respeito à descentralização e ao reforço de competências das freguesias. Entre protocolos de descentralização e reforço das brigadas verdes, são quase 3 milhões de euros de transferência para as freguesias.

A questão da Mobilidade está, também, bem presente no documento. A via dedicada ao Avepark, a concretização do Nó de Silvares, a construção ecovias e percursos pedonais, a pedonalização progressiva do Centro Histórico e, principalmente, a operacionalização da Autoridade Municipal de Transportes, com o reforço da oferta e cobertura de transporte preferencialmente elétrico.

A prioridade à Educação e à Escola para todos é também reforçada com o incremento das verbas e projetos desta área. Quase 1 milhão de euros em atividades complementares ao ensino, a que se somam as verbas transferidas para a Oficina no cumprimento dos programas do ensino artístico nas escolas do primeiro ciclo e pré-escolar.

Também a Cultura não perde o seu papel de principal marca diferenciadora do concelho de Guimarães. Estão já plasmados em sede de Orçamento os investimentos no Teatro Jordão e Garagem Avenida, com a instalação da Escola de Música e Artes Performativas e a construção da Casa da Cultura de Pevidém.

Mas não só de obras vive a Cultura, e a lógica de promoção de atividade cultural está centrada no apoio a projetos de relevo das entidades promotoras, principalmente do tecido associativo, bem como de programação na área da Literatura, Novo Circo, preservação patrimonial e da cultura local, Música, Teatro e Dança.

Guimarães não esquece os mais desfavorecidos, e este será o mandato da concretização da incubadora social, para experimentação de iniciativas de empreendedorismo social e inclusivo.

A ligação às empresas, muito reforçada no último mandato, contínua também a ser uma prioridade, quer pelo lado das infraestruturas, com ampliação e requalificação de Parques Industriais (Ponte, Avepark, Selho São Lourenço, Fafião e São Torcato), quer na ligação ao tecido empresarial, envolvendo empresários e investigadores, no caminho da indústria 4.0.

Este será um mandato em que não se esquecerá o caminho trilhado, reforçando as apostas na cultura, desporto, educação e desenvolvimento económico, com apoio aos mais desprotegidos sempre presente, e valorizando o território no caminho da sustentabilidade ambiental.

Este orçamento consubstancia aquilo que conhecíamos como programa eleitoral. Da teoria, à prática, as promessas são agora plasmadas em rúbricas e verbas que mostram que é para cumprir, mantendo a palavra com os vimaranenses.

Paulo Lopes Silva, 30 anos, é Adjunto para a Cultura da Vice-Presidente da Câmara de Guimarães. Membro da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, ano em que foi candidato a presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. Foi membro da comissão de acompanhamento da Capital Europeia da Cultura na Assembleia Municipal. Licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi Diretor Nacional de Organização do Partido Socialista entre 2011 e 2014.

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