Desejos para 2018

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Feito que está o balanço do ano que passou, e sendo esta a última crónica de 2017, é uma boa altura para refletir nos desejos para 2018.

Começando pela última parte da análise do ano que passou, o plano desportivo, infelizmente é já impossível pedir o regresso ao Jamor ao Vitória, para quem desejo nova participação europeia e o regresso ao 4º lugar. Em prova está ainda o Moreirense, que após ter vencido a Taça da Liga no ano que termina, pode ainda sonhar com a vitória na Prova Rainha em 2018.

A candidatura a Capital Verde Europeia 2020 conhece os seus vencedores na primeira metade do ano. Primeiro a shortlist, e depois a atribuição do título. Mais do que ver Guimarães ostentar qualquer galardão, desejo que este caminho continue a ser reforçado para bem do futuro de todos.

No plano do futuro da Cidade, há dois desejos para os anos que se aproximam, com início em 2018: transformações no plano da mobilidade e da habitação.

A contínua aposta na bicicleta e a constituição da Autoridade Municipal de Transportes são fatores a acompanhar com atenção e entusiasmo. 2018 tem tudo para ser marcante neste aspeto.

Na habitação a situação parece não ter uma solução tão próxima. Contudo, é um desejo para 2018 e para os anos por vir. Habitação a preços que permitam a emancipação jovem e que não dotem ao abando especialmente o centro histórico.

Por fim, o desejo para a área da cultura. Guimarães acaba de ter dois festivais nomeados para dois importantes prémios da especialidade. Mucho Flow nos European Festival Awards e L’Agosto nos Iberian Festival Awards. Dois festivais organizados por agentes locais, com apoio municipal, e por onde passaram quer músicos vimaranenses, quer técnicos e meios da terra.

O meu principal desejo para 2018 é que Guimarães se mantenha nas notícias a nível nacional e internacional pelo seu maior fator diferenciador, a sua aposta cultural.

Seja porque algum festival seja premiado, seja por um artista vimaranense ter destaque internacional ou pela estreia em grandes palcos de criações em residência artística em Guimarães.

São poucos desejos, mas que encerram em si muito daquilo que desejo para o nosso concelho. Desejo também que não assistamos a mais tragédias como as dos incêndios deste ano e que a alegria, saúde e felicidade façam parte de todos os dias de cada pessoa.

Boas entradas e um feliz 2018!

Paulo Lopes Silva, 30 anos, é Adjunto para a Cultura da Vice-Presidente da Câmara de Guimarães. Membro da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, ano em que foi candidato a presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. Foi membro da comissão de acompanhamento da Capital Europeia da Cultura na Assembleia Municipal. Licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi Diretor Nacional de Organização do Partido Socialista entre 2011 e 2014.

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