Guimarães Cidade Digital

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O Século XXI e a sua geração de “millennials” trazem desafios acrescidos às autarquias. O tempo da internet, do imediatismo e da exigência vieram para ficar.

 A quantidade e fluxo de informação, aliados à necessidade de resposta informada, eficaz e imediata, constituem outra parte desta equação que aumenta o grau de dificuldade da sua resolução.

A citação com que inicio o texto desta semana é de um artigo escrito há um ano neste mesmo espaço. Na altura referia-me à necessidade das cidades encontrarem, através da Internet das Coisas, Machine Learning e da Transformação Digital, novos processos e ferramentas para abraçarem os desafios que este século lhes coloca.

Hoje retomo o tema por bons motivos. Guimarães viu a sua candidatura a “Cidade Digital” aprovada pela Comissão Europeia. De entre 93 candidaturas de todo o velho continente, a nossa cidade viu a sua intenção valorizada juntamente com outras 14, para integrar uma rede de parcerias entre cidades com potencial e vontade de mudar.

Passos como o recentemente dado com o novo Portal do Associativismo, numa lógica de desmaterialização de processos, aproximação do cidadão e das entidades aos decisores políticos, através de ferramentas dos dias de hoje, serão cruciais para que Guimarães se possa afirmar por esta via.

O potencial que uma rede internacional de outras cidades com a mesma vontade, de aconselhamento de especialistas nesta área, e de ferramentas de avaliação trazem com a aprovação desta candidatura, serão um acelerador da maior importância para que o Município esteja preparado para estes desafios.

Um dos princípios fundamentais da Transformação Digital é a existência de agentes de mudança para que as organizações estejam preparadas para evoluírem, contagiando os diversos membros que constituem o corpo único.

Se no tecido da região em que nos integramos tivermos a capacidade de ter no Município esse agente de mudança, os efeitos de contágio conseguidos, potenciados pelas possibilidades de captação de investimento resultantes da integração de uma rede à escala mais global, conseguirão chegar ao cidadão, às entidades privadas e ao tecido empresarial envolvente.

O objetivo primordial passará sempre pela melhoria do serviço prestado ao munícipe e pela tomada de decisão mais informada por parte dos responsáveis políticos. Mas o potencial de neste processo se captarem investimentos de novas tecnologias, novas empresas de setores diferenciadores e de mão de obra mais qualificada, será um “extra” muito bem-vindo.

“O futuro é hoje”, terminava aquele texto. E volta a terminar hoje.

Paulo Lopes Silva, 30 anos, é Adjunto para a Cultura da Vice-Presidente da Câmara de Guimarães. Membro da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, ano em que foi candidato a presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. Foi membro da comissão de acompanhamento da Capital Europeia da Cultura na Assembleia Municipal. Licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi Diretor Nacional de Organização do Partido Socialista entre 2011 e 2014.

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