Na última reunião de Câmara, uma das propostas apresentadas, dizia respeito à “Taipas Turitermas”, um autêntico sorvedouro de dinheiros públicos. Desde a sua criação, a empresa municipal (dizem que são “apenas” 96%) sempre foi “viciada” em injecções de capital, apenas variando na terminologia.
Todos se lembrarão de 2013, quando o Partido Socialista, confrontado com uma inesperada derrota, para a junta de freguesia de Caldelas, se apressou a formar, a partir daquela empresa, uma espécie de “governo-sombra”. Houve, até, quem a apelidasse de refúgio dos derrotados!
As iniciativas de vários géneros, a partir daquela empresa, que normalmente seriam tomadas pela junta e/ou câmara, eram suportadas pelo erário público, através das já tradicionais injecções de capital.
Seria curioso analisar o quadro de pessoal, desde médicos a pessoal auxiliar, o modo como foi contratado e os respectivos relacionamentos. O mandato 13/17 foi um ver se te avias, com obras ou garantias delas, umas mais fúteis que outras, não só nas Taipas mas por todo o concelho.
Os centros cívicos e pracetas para inglês ver. Recordo, como exemplo, aquela inutilidade, junto à capela do Senhor dos Aflitos, em Campelos, que ninguém, literalmente, ninguém utiliza.
Nos dias que correm, depois dos parques de lazer e dos parques desportivos, estão na moda as ciclovias, enquanto o trânsito entope, diariamente, em todos os principais acessos da cidade. Serão benéficos à população, os equipamentos referidos, no entanto, segundo variadíssimas opiniões, não serão prioritários.
As acessibilidades, os transportes públicos, concessionados a quem só pensa no lucro, a resolução dos problemas de saneamento, em vários pontos do concelho, o aperfeiçoamento da recolha de lixo, uma eficiente intervenção na recolha e contole de animais, deveriam ser prioritárias.
Provavelmente, com a apresentação de propostas, que vão de encontro às reais necessidades das populações, o Bloco de Esquerda estará a prejudicar essas mesmas populações.
-Porquê! Perguntarão.
Porque, desde que está presente na Assembleia Municipal ou seja, desde 2005, em todas as treze reuniões preparatórias de Planos e Orçamentos, nunca uma proposta do Bloco de Esquerda, das várias apresentadas, foi aceite pela câmara.
Termino, voltando ao início. Como é possível, levar uma proposta a reunião de câmara, sabendo da possibilidade de a ver chumbada, tal como aconteceu e declarar que a voltarão a apresentar, quando tiverem garantia de aprovação?
Há conceitos de democracia muito estranhos.

