Abel Salazar (1889 – 1946)

Ao deixar-me ocupar este pequeno espaço, que agradeço, onde as pessoas podem expressar livremente suas opiniões, em forma de debate, que é bonito, e não é muito usual em Guimarães, lembrei-me falar de Abel Salazar. O vimaranense talvez mais importante, na minha opinião.

Foram pessoas como Abel Salazar que me dão algum orgulho de ser português; mais propriamente, figuras a partir do século XVI até ao século XX – não as contei, ainda, mas talvez não sejam mais de duas dezenas (?); falarei delas numa outra oportunidade.

“Há 25 ou 35 anos, Abel Salazar contava-se entre os três ou quatro nomes da cultura portuguesa… (E.I. – 1969) ”.

Algumas das suas expressões, marcam bem o seu carácter de livre-pensador, humanista, pedagogo; mente brilhante invejada pela maioria dos seus colegas medíocres e odiada pelo outro Salazar – o ditador.

“O mal não está nas elites; está no processo que criam e mantem as pseudo elites: e este mal é terrível; quem só sabe de medicina, nem de medicina sabe” – A.S.

Segundo Jaime Brasil, amigo de Abel Salazar, diz: “o pensador, homem de ciência e artista, tinha gosto em ensinar. Era o Mestre nato. Criou e apetrechou um laboratório. Professor de ideologias, Abel Salazar interessava-se muito pela cultura do povo. Sabia que fora dela não há salvação. Não há panaceias políticas capazes de renovar a mentalidade. Não há seres livres com a mente prisioneira da ignorância”.

Um outro amigo de Abel Salazar, Papiniano Carlos declarou: (…)”grandeza humana deste homem simples, despretensiosamente vestido, absorto, distraído, segurando a sua malinha pobre de operário entre os joelhos (…)”.

Existe um livro sobre Abel Salazar, editado em 1969 por Editoria Inova Limitada, neste livro encontramos muitos depoimentos de ex-alunos e seus amigos.

Na biografia de Abel Salazar na net; existe, para além de outros elementos, um vídeo com o resumo da vida e obra de Abel Salazar, com declarações de figuras importantes da vida pública, como o médico e político Nuno Grande, e outros…

Ele não fazia parte de nenhum partido antifascista. O ódio dos seus colegas fascistas e do ditador era por causa da sua mente brilhante; era um génio e ao mesmo tempo, homem humilde, simples, tolerante e modesto.

Alguns dos seus colegas, fascistas, imbecis, idiotas, etc., que o denunciavam ao ditador e, por vezes não o deixavam entrar na faculdade – hoje, ninguém sabe quem eles são – a imbecilidade e a história apagou-os por completo. Nunca os medíocres e a imbecilidade poderão anular os grandes génios, felizmente que é o contrário!

A Casa Museu Abel Salazar é pouco visitada por vimaranenses, espero bem que não seja pelas mesmas razões dos imbecilizados que o odiaram por ele ser uma mente brilhante!

António Alvão, Reformado e militante da luta não abandonada.