Dialética Política: Domingos Bragança acusado de “pirueta política” sobre Gabinete da Juventude

“A maior pirueta política” é a assim que Bruno Fernandes, do PSD, classifica a criação do gabinete da Juventude, anunciada há três semanas por Domingos Bragança, após uma reunião com os líderes da JS local.

Bruno Fernandes, vereador da Coligação Juntos por Guimarães (PSD)

Aquilo que quisemos aqui deixar de uma forma clara foi a censura, aquilo que nós classificamos como uma pirueta política do presidente da Câmara. Ficou aqui bem claro que só é criado o gabinete da juventude porque a Juventude Socialista foi exigir do senhor presidente da Câmara que o fizesse. Há quinze dias atrás, nesta reunião de Câmara o senhor presidente informou que não era, que não havia necessidade de se manter a divisão de juventude e associativismo. Passadas umas horas, vemos a Juventude Socialista a informar que seria criado o gabinete da juventude.

Aquilo que quisemos dizer ao senhor presidente de Câmara é quem manda naquilo que é a gestão da autarquia. É a Câmara Municipal ou é as estruturas do partido? Fora desta Câmara Municipal.

Porque aquilo que ficou claro é que a criação do gabinete de juventude à pressa foi isso que ficou bem claro é resultado da pressão que foi feita pela Juventude Socialista naquilo que foram as declarações do senhor presidente da Câmara na reunião de Câmara. E agora, eu deixo aqui outra questão. Se este gabinete da juventude não é uma estrutura interna da Câmara Municipal com recursos humanos para trabalhar a área da juventude. Para que é que é necessária a loja que está instalada lá em cima na estação que tem como fim precisamente a porta aberta para que os jovens possam encontrar ali um conjunto de informações, que façam reflexões e que no fundo, tenham um espaço para a juventude.

Que foi o que foi dito hoje e que o senhor presidente da Câmara que será este gabinete da juventude. Se o gabinete da juventude vai ser como ele aqui disse hoje, uma porta aberta para atividades para os jovens, para que é que existe a loja ponto já que está instalada nas antigas estações, a antiga estação de caminho-de-ferro.

E portanto, ficou muito claro aqui, a fragilidade do senhor presidente da Câmara nesta matéria. E é isto que eu queria aqui também relevar. Ficou muito claro a fragilidade do senhor presidente da Câmara nesta matéria. Que de manhã diz uma coisa e passados dois dias está a dizer o seu contrário. Que de manhã diz que não é necessária a divisão da juventude e passado umas horas está a apresentar ao lado… aliás, nem está ele a apresentar. É a juventude socialista que anuncia a criação do gabinete da juventude. E portanto, esta é uma incoerência. Uma, como disse no início, uma pirueta que não pode deixar de ser aqui censurada.

Domingos Bragança, presidente da Câmara

Eu não reajo a nada. O que é que nós estamos a fazer é implementar um compromisso que eu assumi com os vimaranenses. Eu assumi um compromisso com os vimaranenses em outubro de 2017. A criação e instalação de gabinete da juventude da Câmara municipal de Guimarães. E é isso que estou a fazer. O que diz o senhor vereador, diz. Tem direito de dizer, que às vezes diz aquilo que não deve dizer. E está tudo dito, está bem?

Como é que se pode ser pressionado quando… no nosso programa que apresentei aos vimaranenses tem exatamente a criação do gabinete da juventude da Câmara municipal de Guimarães? O que eu tenho é que cumprir com aquilo que prometi. E isso é o que eu faço todos os dias. E se não cumprir em algum item, em alguma questão eu farei todo o esforço para cumprir. Às vezes, não consigo. Obras mais de maior dimensão, enfim. Tenho necessidade de recursos não só da Câmara municipal, mas do Governo e da União Europeia. Mas tudo farei para cumprir.

Agora a questão da juventude, das políticas de juventude, já o disse e disse-o na última reunião há quinze dias. São políticas públicas, investimentos, quer materiais, quer imateriais, quer transversais. A prioridade do sector de educação, departamento de educação e cultura é de estar a juventude… a prioridade no desporto, na divisão do desporto e nas entidades que criamos, nomeadamente, a cooperativa a tempo livre e a oficina na área da cultura são o foco é a juventude.

A juventude muito desde tenra idade, de muito pequeninos até à juventude, enfim, que nós entendemos. E isso está a ser feito. O foco é a prioridade destes departamentos. Nós não temos uma divisão, temos departamentos a pensar e focados na juventude. Porque a explicação transversais, ninguém entenderá que hoje a oficina faz um conjunto através da cooperativa municipal ou a tempo livre promove um conjunto de formação que tem a ver exatamente com a juventude. A educação só pensa na juventude. A educação só pensa na juventude. Temos de pensar noutros departamentos, na área da intervenção social também nas políticas ainda mais fortes para outras idades.

Nomeadamente, aquelas que têm… que estão aquilo que consideram entre a idade da juventude e a idade, a chamada terceira idade. Enfim. Que eu nem gosto muito de chamar isso das pessoas que estão, enfim, numa fase da vida que têm de ter outro tipo de cuidados. Não é? Portanto, nós temos um foco excecional. Não é de divisão. É o departamento que é superior à divisão nas políticas de juventude que são transversais e as tornamos prioritárias. E eu não fui incoerente com nada. Nada. Uma coisa é completamente diferente. Aliás, até perguntei ao senhor vereador se ele sabia e ele disse que sabia, e portanto, eu não lhe expliquei. Não é? Se sabia a diferença entre uma estrutura orgânica de divisão e um gabinete de juventude. Um gabinete, neste caso de juventude, ele disse que sabia.

Portanto, se sabia não expliquei. Espero que… espero que ele não continue a laborar em erro. A diferença é que a estrutura da divisão é uma estrutura hierárquica que tem de ter um chefe de divisão e a chefe de divisão funciona com a autoridade para de dentro de determinadas áreas decidir, não é? Mas só que é transversal no departamento da cultura, tanto o departamento social, como o departamento… o gabinete da juventude é um espaço de encontro dos jovens para promover um conjunto de reuniões de reflexões.

São espaços de encontro e de reflexão da própria juventude que depois faz propostas através deste gabinete de juventude aliado na própria estrutura técnica que também está nessa sem autoridade hierárquica que está nesse gabinete que faz chegar ao presidente da Câmara e à Câmara o que mais importa e o que mais interesse neste conjunto de atividades à juventude. Dentro para os próprios departamentos implementar. Aos próprios departamentos, não divisão, aos departamentos da cultura, do desporto a associar. O senhor vereador disse que sabia, eu então não expliquei.

Nós o que temos feito, até hoje, nada mudamos. Mesmo, continua… ter a prioridade nas políticas da juventude. Nós não mudamos nada. Agora o que nós estamos… ainda vamos continuar com tudo o que tivemos. Ou o tudo que temos tido até agora. Vamos é ter de centrar é algo que a juventude quer. Muito. A juventude tem apresentado muito. Este gabinete da juventude, outros municípios têm. Eu estive a ver até por métodos comparativos e nós também vamos criar este gabinete da juventude. Porque eu acho muito bem que tenhamos um espaço de encontro que é proporcionado por estrutura municipal. E o que os jovens de um modo central na cidade, no centro histórico, neste caso da cidade mesmo. Não possam, não quer dizer que nos outros lados não possam ter a importância mas é muito central que os jovens tenham como espaço de encontro e de reflexão das políticas e do pensamento da juventude. Acho que estamos a acrescentar. Não percebo. O que tem de mal esta polémica mas eu entendo-a porque no âmbito, obviamente, na política de contradição. De contraditório, está bem?

Em contexto de reunião de Câmara, o órgão que governa dos destinos do município, os temas são quase sempre debatidos a duas caras. Este exercício de dialética política serve para conhecer os argumentos que suportam as aprovações, abstenções ou chumbos que, de quinze em quinze dias, vão marcando a cidade. O seu a seu dono: discursos transcritos na primeira pessoa.
Este trabalho conta com o apoio da:

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