Parados?

Entre 1990 e 2016 o número de veículos de passageiros por mil habitantes aumentou, na EU de 343 para 507 automóveis. Nesta média Europeia, Portugal contribui de forma determinante para este aumento, situando-se no leque de países em que o referido aumento mais se verificou. De 185 veículos por cada 1000 habitantes em 1990 para 469 veículos em 2016.

Os dados recentes apontam para o crescimento das vendas de automóveis ligeiros de passageiros e para o aumento do número de veículos em circulação. Por este motivo, o trânsito automóvel e o seu impacto no meio ambiente, na qualidade de vida das populações é hoje um debate central nas sociedades contemporâneas.

É assim nas grandes cidades europeias como Paris, em Londres, em Madrid, em Berlim apesar dos seus sistemas de mobilidade desenvolvidos. É assim em Portugal, nas principais cidades. Em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Setúbal, em Braga e também em Guimarães.

Cada uma na sua escala as cidades estão atoladas de carro. Nuns casos porque os sistemas de transporte coletivos não respondem às necessidades das pessoas, noutros porque o veículo de passageiros individual é mais confortável e rápido. E em todo os casos porque conferem liberdade e autonomia individual.

Se compararmos com Lisboa, com o Porto ou com Braga percebemos que em Guimarães não é assim tão difícil a circulação em automóvel individual. Mas sabemos e sentimos que há problemas que os cidadãos sentem. Por isso, o Partido Socialista trabalha este tema e com os seus eleitos e com o seu trabalho tem encontrado soluções.

O PSD de Guimarães sabe disso. Mas sabe, sobretudo, que a espera pela concretização das soluções, enquanto ela existir, gera descontentamento. Por isso, orienta o descontentamento dos cidadãos para o alvo, fácil, da Câmara Municipal de Guimarães.

O truque é velho, mas funciona se nada se disser. Falemos a verdade que nos pedem. Há três estrangulamentos no Concelho de Guimarães: A rotunda de Silvares, a EN101 que liga a cidade às Taipas e a EN105 que liga a cidade a Lordelo. As três vias são da responsabilidade das Infraestruturas de Portugal, ou seja, da responsabilidade do Governo da República.

O que tem feito o PSD, ao longo dos últimos anos, em Guimarães e no país para ajudar a resolver estes problemas? A resposta é simples. Nada. Pelo contrário. Em Guimarães, remete-se ao silêncio correligionário quando o Governo do seu Partido, governa o país. E instrumentaliza o assunto, num estilo de queixume, quando está na oposição.

Pelo nosso lado, o PS e os nossos autarcas têm feito o seu trabalho ao longo dos anos. Foi assim na construção da variante da cidade, da variante a Creixomil, na construção da rotunda da autoestrada e agora também com o desnivelamento do nó de Silvares e na proposta de aceitação da descentralização da competência das Estradas Nacionais.

Paralelamente temos feito um debate intenso em torno da mobilidade, dos transportes públicos e da construção de um plano que contrarie a tendência portuguesa e europeia de aumento do número de veículos com todo o deu impacto.

Quem está parado afinal? Não é o Município, que tomou estes assuntos como seus, exigindo de todos, incluindo do Governo do PS, respostas que têm sido dadas. O desnivelamento será resolvido e ninguém se lembrará das queixinhas do PSD. Para história ficará uma vez mais o trabalho desenvolvido pelos autarcas do PS, pelo Governo do PS.

Luís Soares, 35 anos, Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Lidera a Concelhia do Partido Socialista em Guimarães desde 2018 e desempenha o mandato de Deputado à Assembleia da República e de Presidente da Junta de Freguesia de Caldelas, Vila das Taipas.