DRAMAS SOCIALISTAS

Em Portugal cada meio de transporte é um drama para o governo socialista.

Porque com todos lidam mal, com todos demonstram incompetência e falta de capacidade de gestão, com todos desagradam cada vez mais a um número crescente de portugueses que não consegue entender que governação é esta.

Nos automóveis o drama socialista vai dos constantes aumentos de combustíveis, batendo consecutivamente o recorde de semanas com os preços sempre a subirem, até aquela inacreditável operação conjunta de Autoridade Tributária e GNR fiscalizando os automobilistas em termos de dividas fiscais.

Nos aviões, leia-se TAP, para além dos prejuízos e dos constantes atrasos na maioria dos voos assiste-se agora ao pornográfico espectáculo de serem distribuídos prémios a gestores de uma empresa que em 2018 deu mais de 100 milhões de euros de prejuízos.

Nos helicópteros, ou melhor na falta deles, é o estarmos a chegar a uma época de grande risco em termos de incêndios ( e ninguém como este governo teve a experiência da tragédia que podem ser…) e para além dos cronicamente avariados Kamov há ainda os atrasos inaceitáveis no aluguer daqueles que os possam substituir com o inerente risco de o ataque aos fogos não ter a eficácia desejável.

Nos barcos, nomeadamente os que ligando as duas margens do Tejo servem milhares de pessoas por dia, assiste-se a uma revolta cada vez maior dos utentes (que levou inclusive a atitudes violentas pouco comuns na nossa sociedade) face à supressão de carreiras e aos inconvenientes que isso causa.

Nos veículos pesados, especialmente camiões TIR, sabe-se bem que poucas semanas atrás um sindicato não filiado na CGTP ou na UGT parou literalmente o país com uma greve motivada por promessas não cumpridas e ameaça fazê-lo de novo se o governo não cumprir aquilo a que se obrigou.

Nos comboios é onde, porventura, a desgraça é maior.

Supressão de composições, atrasos nos horários como não via há décadas, carruagens com quase cem anos repostas a circular, comboios a quem caem motores em plena viagem, plano de supressão de composições e encerramento de bilheteiras para o próximo Verão com todos os inconvenientes que se adivinham.

Com a agravante de em barcos e comboios todos estes transtornos em crescendo surgirem depois daquela “magnifica” medida (para os cidadãos de Lisboa e Porto) da descida nos passes sociais o que leva à ironia sem graça de que que pagando menos os utentes também tenham menos transportes e em condições cada vez mais deficientes.
Resta dizer a concluir que o grande responsável governamental por este caos, para lá do primeiro ministro é claro, acaba de ser eleito eurodeputado e ao que parece vai ser mesmo nomeado comissário europeu o que prova bem que para os socialistas portugueses a competência não é critério para coisa nenhuma.

P.S. Quase me apeteceu escrever também, nesta matéria de transportes, sobre a crescente praga das trotinetas que enxameia a cidade de Lisboa.

Mas fica para outra altura.

Luís Cirilo Carvalho, 58 anos, já liderou a concelhia do partido e foi deputado à Assembleia da República 1999 e 2005 na bancada social-democrata. Foi governador civil entre 2002 e 2003. Passou pelo Vitória Sport Clube como dirigente. É director executivo do partido Aliança desde Outubro de 2018 e foi recentemente reconduzido para um mandato de três anos.