Legislativas 2019

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Novos rostos, rostos antigos, homens e mulheres que lutam diariamente pelos valores em que acreditam e pela conquista do bem-estar para as populações. É esta a definição inicial que podemos fazer das mulheres e homens que concorrem na Coligação Unitária Democrática às próximas eleições.

Nas listas da CDU, para as Legislativas de 2019, apresentam-se candidatos com provas dadas na sociedade, no movimento sindical, no associativismo, nos locais de poder local.
As próximas eleições Legislativas não são para eleger o primeiro-ministro, como nunca foram, mas sim para eleger os deputados que representarão as regiões pelas quais correm e que representarão, sobretudo, o país.

Será mais fácil ter em 2019 esta visão mais abrangente porque a noite eleitoral de 2015 ainda está bem presente na cabeça de todos. A coragem da CDU que propôs uma outra possibilidade perante uns resultados perante os quais uns desistirem e outros viam apenas o seu umbigo, o que mostrava ser desastroso para Portugal e para os portugueses. Era necessário rever o processo de perda de direitos e de retrocessos constantes, e era necessário travar a política de privatizações que estava a ser imposta pelo Governo PSD/CDS.

Depois de 4 anos de muitas negociações, de muitas conquistas, de reconquista e reposição de direitos e de devolução de condições de vida para os portugueses, chega ao fim esta legislatura. É assim tempo de dizer que é necessário avançar e não andar para trás.

As conquistas são processos dolorosos, mas os portugueses perceberam no tempo da Troika que as conquistas não são para sempre e que retroceder é uma possibilidade bem presente. Não podemos permitir que se faça o caminho contrário no que diz respeito ao passe social, é necessário exigir que o caminho para a promoção do transporte público se mantenha com a aquisição e renovação das frotas. É necessário continuar a exigir que se reabram linhas de comboio, que se construam novas ligações e que se devolva a Portugal uma rede de caminhos-de-ferro que muito serviram para o desenvolvimento de muitas regiões, sobretudo as do interior.

Continuar o caminho do desenvolvimento de condições para que se assegure a gratuitidade da Escola Pública. Os livros são já gratuitos até ao 12º ano, contribuindo para o desafogo da gestão doméstica de muitas famílias que vivem do salário mínimo que foi aumentado mas está longe do valor que se pretende justo para que os portugueses possam viver e não apenas sobreviver.

Devolveram-se os feriados aos portugueses, devolveu-se o direito a visitar os museus de forma gratuita aos domingos de manhã, para que todos possam aceder à cultura e ao património.

Contrataram-se mais vigilantes da natureza, criando condições para a criação de novos planos de protecção da natureza e da biodiversidade.  Muitos destes planos estavam guardados nas gavetas porque a opção foi deixar ao abandono o património natural português, mesmo que classificado e reconhecidamente valorizado.

Tantas foram as conquistas, tantas foram as negociações e as lutas para que fossem devolvidas condições de vida que os portugueses haviam perdido em nome de uma dívida que tinha que ser paga a todo o custo.

Muitas são as lutas que ainda teremos que enfrentar e que só com o reforço dos eleitos da CDU seremos capazes de atingir, só com a garantia de que este caminho se faz continuando a andar para a frente seremos capazes de ganhar lutas que não estão perdidas, nem esquecidas, estão apenas à espera que lutem por elas e que sejam capazes de serem aprovadas.

A  saúde, a educação, a cultura, o património, os serviços públicos, a protecção da natureza  e da biodiversidade, o respeito pelo bem estar animal, a agricultura, a pesca, os direitos dos trabalhadores, a igualdade, a promoção da paz. São tantas as áreas pelas quais lutamos, para as quais temos propostas, que a única forma de avançarmos é não darmos lugar às maiorias absolutas que representarão o retrocesso. Avançar é reforçar a CDU!

Mariana Silva, 36 anos, licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos, na Universidade do Minho. É eleita na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, eleita na Assembleia da União de Freguesias Oliveira do Castelo, São Paio e São Sebastião desde 2013 e membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”.
Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.