2 anos de mandato

Fez na terça-feira, 01, dois anos que o Partido Socialista voltou a vencer as Eleições Autárquicas em Guimarães. Domingos Bragança reforçou a votação e conseguiu a segunda maior vitória de sempre do PS, logo a seguir à eleição que antecedeu a Capital Europeia da Cultura de 2012.

Venceu com um programa eleitoral ambicioso e com 30 grandes compromissos com os vimaranenses. Há um ano atrás tive oportunidade de na Assembleia Municipal e neste espaço de opinião escrever a respeito do balanço do primeiro ano.

15 inaugurações em 15 freguesias fora do centro, 1ª fase da Ecovia concluída, lançado o Portal do Associativismo, atribuídas as Bolsas de Estudo para o Ensino Superior, submetida a Candidatura a Cidade Amiga das Crianças ou concretizados projetos como o ABEM e a atribuição de medicamentos de forma gratuita aos cidadãos seniores.

Apontei na altura os passos seguintes, para dar cumprimento aos compromissos eleitorais. Desses Parque da Caldeiroa já está inaugurado e em funcionamento, bem como o Adarve da Muralha e a EB 2,3 de Caldas das Taipas.

O primeiro, permite continuar o desenho da progressiva pedonalização ou coexistência entre o automóvel e os meios suaves no centro da cidade. Uma obra que concretiza um primeiro passo fundamental e estruturante da recuperação urbanística de um importante núcleo central de Guimarães, abrindo agora espaço aos próximos passos nas ruas contíguas e na definição da circulação automóvel e dos percursos circundantes.

No que concerne ao Adarve da Muralha, este é mais um importante ícone na visitação turística do centro histórico e na estratégia de preservação patrimonial através da sua utilidade e funcionalidade.

Poder subir a Avenida Alberto Sampaio, por dentro das muralhas, conhecendo o interior do quarteirão da Colegiada da Oliveira e com vistas privilegiadas para o topo do Paço dos Duques, gera atratividade em quem nos visita e torna quem vive num defensor participante da nossa história e das pedras que dela fazem parte.

A EB 2,3 das Taipas, com o devido ajuste que o tempo imediatamente posterior às grandes obras obriga, significa um investimento importante, que se traduz numa melhoria muito significativa do parque escolar vimaranense. É, no fundo, dar condições materiais a um projeto educativo que dá cartas e faz escola um pouco por todo o país.

Três grandes equipamentos de enorme qualidade e que acrescentam camadas de qualidade na Mobilidade, Património Cultural e na Educação. Três eixos fundamentais para o projeto político do Partido Socialista em Guimarães.

O que falta concluir na segunda metade do mandato?

O Teatro Jordão, que não acontecendo nada de muito anormal dentro de um ano será mais um equipamento inaugurado e com função atribuída, o Campus de Justiça, que no passado mês de Março a Sra. Ministra da Justiça esteve em Guimarães para assinar o Protocolo com o Sr. Presidente da Câmara, firmando aquela que será uma realidade edificada nos terrenos onde está já um Centro Escolar e a Academia de Ginástica e as obras relativas ao AvePark.

No que toca à Via do Avepark e ao desnivelamento do Nó de Silvares, sabemos o ponto de situação, mas nem todos olhamos para as novidades com os mesmos olhos. Desde logo, estou hoje mais descansado e sei que não terei que voltar a explicar ao PSD que a obra de Silvares não está na dependência do Município de Guimarães. É uma obra da Infraestruturas de Portugal e, por isso, do poder central. Deixo de precisar de o explicar, porque a oposição à direita finalmente o compreendeu.

Quando estavam Juntos Por Guimarães, colocavam cartazes a dizer que resolveriam o problema num ano. Deixaram de estar “Juntos”, mas continuaram por Guimarães, e voltaram a perguntar à Câmara quando estaria resolvido o assunto. Hoje, quando até já nem é por Guimarães (e os cartazes daquela rotunda durante uns dias até foram Por Braga) reconhecem que a obra diz respeito ao poder central e já se atiram ao Governo.

A tática é sempre a mesma, só mudam as eleições e o lugar a que o mesmo protagonista se candidata.

A obra foi para concurso, houve um incidente concursal, mas sendo sanado chegará a bom porto e acabará por ser adjudicado e entrar em obra.

Sobre o Instituto Cidade de Guimarães, soubemos pela voz do Presidente da Câmara Domingos Bragança, na última Assembleia, que acaba de ter o visto necessário a avançar a breve trecho.

Passou apenas meio mandato e já tanto há concretizado ou em vias de concretização. É assim a boa ação governativa e a boa prestação de contas, cumprindo com os compromissos com os eleitores.

Paulo Lopes Silva, 31 anos, é Adjunto para a Cultura da Vice-Presidente da Câmara de Guimarães. Líder parlamentar da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Guimarães, de que é membro desde 2009, ano em que foi candidato a presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. Licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi Diretor Nacional de Organização do Partido Socialista entre 2011 e 2014.