O orçamento municipal, no valor de 105,9 milhões de euros foi aprovado na última reunião de Câmara, do passado dia 27, pela maioria socialista que governa a Câmara. A CDU absteve-se por considerar que se trata “de um orçamento de fim de ciclo” enquanto a Coligação Juntos por Guimarães, que votou contra, criticou um documento com “fins eleitoralistas”. Ecovia e parque de estacionamento de Camões são duas das grandes obras que compõem as “Grandes opções do Plano e Orçamento”.
A grande crítica de Torcato Ribeiro, da CDU, a este orçamento reside no facto de não ter investimentos suficientes “na mobilidade, nomeadamente nos transportes públicos”. “Neste orçamento, tirando o facto da construção a ecovia, muito pouco é investido na área do transporte e da mobilidade. Daí as nossas reservas quanto ao futuro muito próximo do concelho”, pontuou. Disse ainda tratar-se de “um orçamento de fim de ciclo”: “em termos de novidades, pouco ou nada foi apresentado, tirando a [requalificação da Torre da Alfândega e da] Muralha que não estava previsto”.
O que faz a diferença entre 2016 e 2017 é o acréscimo de fundos comunitários de 16 milhões de euros: vai dar muito trabalho porque temos que enquadrar cada projeto à tipologia que a União Europeia nos impõe.” Domingos Bragança
Já André Coelho Lima, da Coligação Juntos por Guimarães (PSD/CDS/PPM/MPT), começou por criticar “a falta de hábito de ouvir os partidos da oposição antes de votar o orçamento, como era prática da autarquia da António Costa, em Lisboa, que entregava a documentação e ouvia propostas antes de reunir”. E sublinha: “deveríamos ter conhecimento antecipado da descida do IMI”, que tem um fim “claramente eleitoralista”. “Naturalmente [este decréscimo] não é porque se quer dar folga aos vimaranenses, é porque se quer dar folga ao Partido Socialista e isso, sendo politicamente legítimo, é politicamente censurável”.
“Quanto à política de impostos, estamos a arrecadar mais receita do que o município prevê gastar. Já estamos na ordem os 30 milhões de euros. É muito dinheiro. Aquilo que se chama equilíbrio orçamental é fazer corresponder as receitas àquilo que se prevê gastar”, sublinhou ainda o social-democrata.
Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, afastou as intenções eleitoralistas da baixa do IMI e explicou que o aumento em 18 milhões de euros no orçamenta municipal em relação a 2016 está relacionado com a entrada em funcionamento do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), no quadro do 2020. “O que faz a diferença entre 2016 e 2017 é o acréscimo de fundos comunitários de 16 milhões de euros: vai dar muito trabalho porque temos que enquadrar cada projeto à tipologia que a União Europeia nos impõe”.Congratulou-se ainda com o aumento de um milhão de euros em sede de IMT, face ao crescimento “das transações imobiliárias em Guimarães”.
