Uma mulher entrou numa fábrica têxtil na Pisca, em Creixomil, esta terça-feira, 11, para assaltar os cacifos onde as funcionárias guardam os bens de valor enquanto estão a trabalhar. Através do sistema de videovigilância, foi possível identificar a suspeita que já foi detida. As lesadas – cerca de oito funcionárias – estão a ser chamadas à esquadra da PSP para recuperarem os produtos roubados.
“Pouco depois da hora de entrada da tarde, pelas 13h30, uma mulher entrou na fábrica e foi direitinha à zona dos vestiários onde as funcionárias se preparam para trabalhar”, disse ao Duas Caras um dos responsáveis daquela unidade fabril, que pediu anonimato. Adiantou ainda que “é normal que uma funcionária se atrase e chegue mais tarde mas a mulher saiu passados 10 minutos e foi isso que despertou a atenção”.
Foi nessa altura que os responsáveis da fábrica, que tem cerca de 75 funcionários, se aperceberam de que a mulher, aproveitando-se da hora de entrada, assaltou os cacifos levando bens – carteiras, telemóveis, cartões multibanco, bilhetes de identidade e cartões de cidadão, entre outros objetos – de oito funcionárias. Ficou ainda claro que a suspeita “conhecia as dinâmicas da confeção e a localização dos vestiários e restantes valências do edifício”.
A Polícia foi acionada e, ao visionar as imagens do sistema de videovigilância, identificou a suspeita, residente em Guimarães, que entretanto já foi detida. Está com Termo de Identidade e Residência.
Questionado se esta é uma prática criminal comum, Pedro Colaço, subintendente da PSP, afirma ao Duas Caras que não. “A senhora foi detida e não tem antecedentes das mesmas práticas criminais”, disse, sublinhando que não tem conhecimento de que “haja outras situações de assaltos com esta forma de atuar”.
