Mobilidade e Ambiente

Muito se tem falado, a nível associativo, cultural e político, acerca do trânsito e estacionamento automóvel, em Guimarães.

Apesar de ser uma pequena cidade, Guimarães sofre de excesso de carros, principalmente nas horas de entrada e saída da cidade.

A propósito de qualquer evento mais popular, instala-se o caos, com toda a gente a querer estacionar, o mais centralizado possível.

Os automobilistas, antes de mais, procuram um lugarzinho no largo da Misericórdia/Rua da Rainha, na Rua de S. António, Alberto Sampaio e vão-se afastando à medida do crescer das dificuldades.

A grande maioria tem pavor a trezentos metros de caminhada ou a despender dois/três euros num parque de estacionamento quando, no mesmo dia, gastaram quatro ou cinco num maço de tabaco.

Por outro lado, não fará muito sentido, aconselhar os transportes públicos, a um casal que queira deslocar-se para qualquer ponto do concelho. São caros (ida e volta 3.40€ por pessoa=6.80€) e, nalguns casos, demoram uma eternidade a chegar ao destino. Por exemplo, quem apanhar o autocarro, de Candoso-S. Martinho para a cidade, via Pevidém, tem de se preparar para uma viagem de 35/40 minutos.

O automóvel é e continuará a ser o favorito da mobilidade. O que não pode é ter prioridade sobre as pessoas e o seu bem-estar. Se há vias de trânsito para os automóveis, também as deve haver, para outros tipos de mobilidade, como “cicláveis” e pedestres.

Os parques de estacionamento, devem ser acantonados na periferia da cidade e as deslocações de e para o centro, devem ser feitas por mini bus.

A aposta nos transportes públicos, amigos do ambiente, tem de ser uma das prioridades, do executivo camarário. Autocarros à medida de cada percurso e de cada zona a servir.

O transporte público deve estar ao serviço dos munícipes e não o contrário. Tendo uma função social, não tem de dar lucro.

Outra das prioridades, sempre no âmbito da mobilidade, é a construção de uma linha ferroviária, que ligue Guimarães a Braga, Barcelos e Viana do Castelo. Seja comboio, “tramway” ou metro, o importante é que, a região entre Ave e Cávado, passe a estar ligada pelos diversos meios de mobilidade.

Aguardemos o que as forças políticas têm a propor, nesta área.

Joaquim Teixeira é deputado pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Guimarães. Pertence assim à associação NCulturas.