Conselho de Disciplina – Ato 1

Nas próximas semanas, irei apresentar quatro situações conhecidas de decisões do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Em meu entender houve prejuízo nas decisões tomadas, relativamente ao nosso Vitória e em relação a outros, como irão verificar. 

Jogo realizado no Estádio D. Afonso Henriques no dia 02/02/2013
Vitória x FC Porto
Árbitro – Marco Ferreira 

Notícias Jornal Record do dia 03/02/2013

OBJETO ATIRADO DA BANCADA
AGRESSÃO                                                     

“Depois do 3.º golo do FC Porto, Acácio Valentim, team-manager do FC Porto, foi atingido por um objeto lançado da bancada que o deixou bastante afetado na zona do olho direito, tendo, porém, assistido à partida até ao apito final”.

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Sobre esta agressão o Vitória foi multado em 7.530 euros, o que dá mais que o máximo do artigo 185.10 do Regulamento Disciplina, se foi reincidência, não é indicado no comunicado da Liga. 

INTERRUPÇÕES“BOMBÁSTICAS”          

“O reinício da partida após o primeiro golo do FC Porto foi retardado pelo rebentamento de um petardo junto à baliza defendida por Helton. Já perto do intervalo, o próprio guarda-redes como que interrompeu o encontro, entregando ao juiz Marco Ferreira uma lata arremessada por adeptos vitorianos na sua direção.”

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Sobre estes incidentes o Vitória foi multado em 10.200 euros, que é o máximo do artigo 183.10, ou sejam 100 Unidades de Conta. Nestes casos, o petardo e a lata não atingiram o guarda-redes do Porto.

Estes castigos foram aplicados ao Vitória sem qualquer processo disciplinar, foi em processo sumário comum. Como se pode ver nas notícias da época, o guarda-redes do Porto, Helton, não apresentou sintomas de lesão.

Abaixo transcrevo os artigos do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que deram origem aos castigos do Vitória.

Artigo 183.º
Arremesso perigoso de objetos com reflexo no jogo
1.º O clube cujos sócios ou simpatizantes arremessem para dentro do terreno de jogo objetos, líquidos ou quaisquer outros materiais que pela sua própria natureza sejam idóneos a provocar lesão de especial gravidade aos elementos da equipa de arbitragem, agentes de autoridade em serviço, delegados e observadores da Liga, dirigentes, jogadores e treinadores e demais agentes desportivos ou qualquer pessoa autorizada por lei ou regulamento a permanecer no terreno de jogo e que, dessa forma, determinem que o árbitro, justificadamente, atrase o início ou reinício do jogo ou levem à sua interrupção não definitiva é punido com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 50 UC e o máximo de 100

  1. Em caso de reincidência o clube infrator é punido com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 100 UC e o máximo de 200

Artigo 185.º
Coação
1.º O clube cujo sócio ou simpatizante exerça coação sobre as pessoas referidas no º 1 do artigo 173.º dentro do recinto desportivo, antes, durante e depois da realização do jogo, é punido com a sanção de multa de montante a fixar entre um mínimo de 15 UC e o máximo de 50 UC.

  1. Em caso de reincidência, os limites mínimo e máximo das sanções de multa previstos nos números anteriores são elevados para o dobro.
Secundino Rodrigues, 63 anos, é reformado da profissão de empregado administrativo. Sócio do Vitória com o número 1.104, gosta de verter a sua paixão pelos números na análise dos resultados do seu clube. Escreve à quarta-feira.