PCP denuncia atrasos de quase seis meses nas consultas de gastrenterologia do HSO

Citando uma cidadã a quem foi marcada uma consulta de especialidade de gastrenterologia para 174 dias depois de ter sido encaminhada pelo médico de família para aquele serviço do Hospital Senhora da Oliveira, o PCP questiona o governo sobre os atrasos nesta unidade de saúde.

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Num comunicado publicado ontem, 25, o PCP, por intermédio da deputada Carla Cruz, dirigiu uma pergunta ao Ministério da Saúde, para saber quantos médicos estão atualmente a exercer funções no serviço de gastrenterologia daquela unidade hospitalar. É que, segundo informações recolhidas por aquele partido, na origem dos atrasos estará a saída de dois médicos daquele serviço e questionando o Governo sobre a substituição dos clínicos.

O PCP aponta que este tempo de resposta “ultrapassa os tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) estipulados”: o “TMRG para realização desta primeira consulta é fixado em 120 dias seguidos, contados a partir do registo do pedido da consulta efetuado pelo médico assistente da unidade funcional do ACES, através do sistema informático que suporta o SIGA SNS, sem prejuízo de TMRG mais curtos, considerados nas situações de maior prioridade que for atribuída pelo médico triador do hospital de destino. Até 31 de dezembro de 2017 vigora o prazo de 150 dias para estas primeiras consultas”.

Carla Cruz questiona o ministério de Adalberto Campos Fernandes se confirma “a saída dos dois médicos do serviço de gastrenterologia do hospital da Senhora da Oliveira em Guimarães” e “que medidas foram já tomadas para ultrapassar a situação, designadamente se foi aberto procedimento concursal para substituir os médicos que saíram do serviço de gastrenterologia”.

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