Um mandato melhor que as previsões

Este é o último artigo que escrevo antes de Agosto. Antes da entrada em período quente nas temperaturas, mas morno na atividade política, este é um bom momento para fazer a avaliação do mandato autárquico quase a terminar.

Domingos Bragança teve os seus primeiros quatro anos como Presidente da Câmara Municipal de Guimarães. Com a herança marcante de António Magalhães, as expectativas eram de uma entrada mais morna ou de uma descida da temperatura da atividade municipal.

Tal previsão, tal como as meteorológicas, não podia estar mais errada.  Este foi, sim, um mandato de altas temperaturas, no que à obra feita e cumprimento do programa eleitoral diz respeito.

Apesar de ter apresentado um programa eleitoral bem ambicioso, o Presidente da Câmara e a sua equipa de vereação cumpriram com quase a totalidade do mesmo, juntando-lhe ainda obras e iniciativas que iam muito para lá do prometido.

Quatro anos é muito tempo e há coisas que já nos parecem congeladas na memória, mas a verdade é que este é um mandato do qual muito há a recordar.

É deste mandato que falamos, quando recordamos a obra das bacias de retenção das Hortas e consequente resolução do problema das cheias do rio de Couros.

É deste mandato que falamos, quando lembramos a inauguração da Casa da Memória, do Centro de Ciência Viva, da Extensão do Museu Alberto Sampaio, da Academia de Música de Pevidém, dos Parques de Lazer de Ronfe, Lordelo, Silvares, Urgeses e Moreira de Cónegos, do centro escolar de Ronfe ou da requalificação dos da Pegada, São Cristóvão de Selho e Nespereira.

É deste mandato que falamos quando pensamos nas Salas de Ensaio ou da Universidade das Nações Unidas. É deste mandato que falamos quando já damos como adquirida o Programa “Excentricidades” e a descentralização da cultura pelo concelho.

É deste mandato que falamos quando assumimos o desígnio de sermos uma cidade ambientalmente mais sustentável e preparamos a candidatura a Capital Verde Europeia. É deste mandato que falamos quando substituímos as luminárias por tecnologia LED, abrimos o primeiro edifício carbono zero, com a Academia de Ginástica, ou iniciamos as obras da Ecovia para ligar o concelho de bicicleta.

É deste mandato que falamos quando garantimos junto do Governo a ligação ao AvePark ou o desnivelamento da Rotunda de Silvares e que se concretizou a ligação da rotunda de Mouril à variante de Creixomil.

Tudo isto é obra deste mandato. Fui, com toda a certeza, muito contido nos exemplos usados, porque tanto mais haveria a dizer.

Agora é tempo dos novos protagonistas e dos programas eleitorais para os próximos quatro anos. Sobre a avaliação a fazer pelos vimaranenses ao poder eleito do mandato que finda, fica feito o balanço antes de férias.

Podem estender a toalha descansados: Guimarães está em boas mãos.

Paulo Lopes Silva, 29 anos, é membro da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, ano em que foi candidato a presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. Foi membro da comissão de acompanhamento da Capital Europeia da Cultura na Assembleia Municipal. Gestor de Projetos numa consultora de Software do PSI 20, é licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi Diretor Nacional de Organização do Partido Socialista entre 2011 e 2014.