O Verde a Preto e Branco estreia hoje

 

 

 

O Verde a Preto e Branco é a exposição da Colecção de Fotografia da Muralha (CFM) para o ano de 2017. É a primeira iniciativa que integra as Festas Gualterianas  e é inaugurada esta quinta-feira, 27, pelas 18h00, no GuimarãesShopping.

gemeas

SINOPSE DA CFM

De entre os 5646 clichês fotográficos foram selecionadas e estudadas algumas imagens da CFM e produzidos os textos que enquadram o propósito da exposição.

As imagens dialogam connosco através da paisagem de Guimarães, dos seus locais emblemáticos nas primeiras décadas do século XX, do desenvolvimento do espaço urbano e da ligação desse mesmo espaço público aos elementos, da relação do homem com a natureza que o envolve e que ele vai moldando ao longo do tempo. Nas imagens da exposição revelar-se-á a tensão entre o crescimento urbano e o espaço natural pré-existente, entre os lugares emblemáticos e a integração de uma flora citadina nesses mesmos locais, o condicionamento da cidade e das vilas de Guimarães às noções de estética próprias de cada tempo. Algumas das quais ainda hoje perduram.

Na linha conceptual das exposições anteriores – O Trabalho (2014), A Celebração (2015), Na Cidade e Álbum de Família (ambas em 2016) – selecionam-se as imagens e convidam-se autores para que sobre elas especulem e nos tragam novos elementos de evolução do espaço físico da cidade, das suas vilas e aldeias, da Penha, para um enquadramento histórico das imagens.

O Verde a Preto e Branco é no entanto, ao contrário das anteriores exposições, uma proposta que se reparte no tempo e no espaço em fases distintas, procurando em cada uma delas a exploração de afinidades entre as imagens e, no conjunto, a complementaridade entre as três exposições.

O Tempo 2 que se inaugura no Guimarãeshopping a 27 de julho, pelas 18h00, está integrado nas Festas Gualterianas e constitui a exposição central, donde as outras exposições partem e à qual regressam, com atividades diferenciadas como visitas guiadas, palestras, concertos, entre outras atividades, até 3 de novembro de 2017.

O Tempo 1 da exposição decorre atualmente na Penha, no Hotel, até 6 de setembro (a inauguração foi a 2 de junho) e tem como objeto as imagens da montanha e das suas intervenções mais emblemáticas ao longo da primeira metade do século XX. A última das exposições (o Tempo 3) terá por tema As Vindimas, tendo particular enfoque nas imagens das vinhas de enforcado e da particularidade do trabalho que elas convocam e decorrerá no Laboratório da Paisagem, entre 8 de setembro e 3 de novembro.

O Verde a Preto e Branco resulta de uma parceria entre a Muralha, associação de Guimarães para a Defesa do Património com o Cineclube de Guimarães, com o apoio do Guimarãeshopping, da Câmara Municipal de Guimarães, da Irmandade da Penha, do Laboratório da Paisagem e do Museu de Alberto Sampaio.

As imagens imagens mais antigas de O VERDE A PRETO E BRANCO datam do final do século XIX e atravessam as primeiras décadas do século XX sendo parte integrante da CFM. A autoria da maior parte das imagens atribui-se ao fotógrafo Domingos Alves Machado (1882-1957), proprietário das primeiras casas fotográficas em Guimarães – a Foto Moderna e a sua antecessora Foto Elétrica Moderna – e envolveram em um cuidado projeto de digitalização de suportes fotográficos antigos, os negativos, compostos por clichês fotográficos em que o vidro é o suporte de uma película composta por uma gelatina própria com brometo de prata que é fotossensibilizado no processo de fotografia, bem como um estudo contínuo de datação e identificação de pessoas e factos.

A equipa responsável pela exposição foi constituída por Alexandra Xavier, Manuel Miranda Fernandes, Miguel Oliveira, Nuno Vieira e Rui Vítor Costa.

Os textos são de Maria José Meireles, António José Oliveira, Manuel Miranda Fernandes e António Amaro das Neves.

gil-doce