CDU vai a todas as freguesias e está disponível para uma “geringonça” à vimaranense

Torcato Ribeiro, cabeça-de-lista pela CDU à Câmara de Guimarães, disse que um dos objetivos da candidatura passa por “reforçar a votação para que a CDU tenha uma palavra a dizer sobre aquilo que é a totalidade dos resultados eleitorais”, deixando a porta aberta para uma eventual solução de governação no caso de o PS perder a maioria absoluta. Esta força política entregou as listas na passada segunda-feira com cerca de 1000 nomes que concorrem às 48 freguesias, Câmara e Assembleia Municipal.

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A CDU, coligação que junta Partido Comunista e Partido Os Verdes, estará em segundo lugar no boletim de voto. A campanha segue até 01 de outubro: “Não se verificando que a CDU tenha um resultado excecional e possa fazer governo sozinha, será sempre uma força que se predispõe ao encontro de soluções que podem ser viáveis na concretização de um executivo”. “Estamos abertos a encontrar soluções após os resultados eleitorais”, reiterou Torcato Ribeiro, candidato à Câmara.

O cabeça-de-lista da CDU explica que esta candidatura “é um processo de continuidade e contempla as 48 freguesias do concelho”, o que, para aquela força política, “já é uma vitória, não pela excepcionalidade mas pela dificuldade em encontrar uma grande quantidade de candidatos”. “Para uma associação de partidos, neste caso a CDU, é um pouco difícil concretizar este objetivo e todos os que estão envolvidos neste processo estão de parabéns”, sublinhou.

Mariana Silva, candidata à liderança da Assembleia Municipal, reforçou que “as propostas são bem conhecidas e tem a ver com a própria estrutura da Assembleia Municipal”, que deveria ter “ mais participação da população, logo no início das sessões, e também com uma ligação maior entre a ordem dos trabalhos com aquilo que a população pretende”. Propõe ainda que “os partidos mais pequenos possam falar mais tempo, dando a oportunidade para que se discuta as políticas e o que cada um propõe”. “Como temos uma maioria neste momento, os pequenos partidos não têm como expor as suas ideias e as suas propostas”, criticou.

Já António Amaro das Neves, mandatário da candidatura, realçou “que é preciso mudar uma situação que temos vivido nos últimos anos e que tem a ver com as maiorias absolutas”. “Nas maiorias absolutas, o autarca, muitas vezes empurrado pelas circunstâncias, tende muito a comportar-se como um autocrata que decide sozinho e decide sem ouvir. Para mim é particularmente chocante que exista em Guimarães uma vereação composta por 11 vereadores, todos com a mesma idoneidade e as mesmas competências, do ponto de vista da legislação, e que exista uma maioria que ignora as forças políticas que não fazem parte dela”.