André

Estamos na última semana de uma campanha eleitoral como Guimarães nunca viu nos últimos trinta anos.

Muito por força de pela primeira vez neste longo consulado socialista de três décadas existir uma força e um candidato na oposição que não só “combateram” ao longo de quatro anos (algo a que o velho poder não estava nem de longe nem de perto habituado) como lideraram esse combate em muitas ocasiões quer na Câmara, quer na Assembleia Municipal , quer na rua onde o PS não estava de todo habituado a ter concorrência.

Porque nas inaugurações, nas solenidades, nos eventos desportivos, nas homenagens, nas festas e romarias, nas sessões solenes, nos aniversários de instituições, na apresentação de matérias de interesse concelhio onde estava o poder estava a oposição, onde estava Domingos Bragança estava André Coelho Lima.

Só para quem, como é o meu caso, sabe o que é estar no poder e na oposição em termos de autarquias, consegue avaliar o brutal esforço pessoal, logístico e financeiro que isso representa para quem faz política a pagar do próprio bolso contra quem faz política pago pelo erário público e dispondo dos meios que uma autarquia põe à disposição de quem a governa.

Não tem comparação possível.

Naturalmente que a oposição liderada pelo PSD e por André Coelho Lima fez, ainda, muito mais do que o atrás exposto.

Porque se o estar presente, o ser assíduo na resposta a todos os convites formulados, o ter uma atitude de permanente proximidade às populações já constitui, por si só, motivo de fartos encómios face à disparidade dos meios em confronto isso seria insuficiente se não fosse acompanhado de propostas programáticas com vista a fazer diferente daquilo que o actual poder fez.

E isso foi feito.

Ao longo de quatro anos do mandato e não apenas com a proximidade das eleições como se vê acontecer em tantos e tantos lados.

Na Câmara na discussão dos mais importantes documentos do mandato sempre a coligação teve propostas próprias,devidamente fundamentadas e indicando quando necessário caminhos alternativos aos defendidos pelo poder.

Mas teve também a iniciativa de ao longo de todo o mandato, em praticamente todas as reuniões, apresentar ideias, contestar o que era de contestar, convergir no que era de convergir e mostrar que ao longo de quatro anos em muitas dezenas de reuniões os vereadores da coligação levavam sempre o trabalho de casa feito e bem feito.

Fruto do seu trabalho, de muitas horas de estudo e reflexão, do tempo tirado às famílias e às profissões para prepararem as reuniões, sem a “nuvem “ de assessores que o poder tem para lhes prepararem as matérias, com um respeito exemplar pelo exercício do mandato recebido.

O mesmo se passou na Assembleia Municipal.

Em que os grupos parlamentares da coligação tiveram participação activa nas reuniões, lideraram debates, obrigaram o PS a copiar propostas (tal como na Câmara aliás) , demonstraram a fragilidade do argumentário socialista e ainda obrigaram o PS durante quatro anos a assumir que não quer que os vimaranenses possam seguir as sessões da sua assembleia municipal na Internet como acontece em tantos municípios deste país e muitos deles governado pelo PS como Lisboa, Barcelos, Coimbra ou Cabeceiras de Basto.

Por isso digo, num aparte, que quando o PS de Guimarães fala em transparência isso deve ser encarado apenas e só como uma anedota.

Todo este trabalho desenvolvido o longo de quatro anos, todas as visitas (e foram centenas) feitas pela coligação a todo o tipo de instituições para ouvir quem nelas trabalha, estuda, pratica desporto ou reside , todo o estudo e reflexão feitos em volta de Guimarães tiveram como corolário natural um programa eleitoral rico em ideias e propostas, abrangente na visão do concelho, inovador nas soluções que propõe e nos caminhos que aponta para o futuro.

Grandes propostas para a cidade, para a mobilidade entre todos os pontos do concelho, para a criação de emprego e fixação de população, para o fortalecimento das vilas e freguesias nas suas valências, para diminuir as assimetrias entre cidade e o resto do concelho, para tornar os vimaranenses mais iguais perante Guimarães estão plasmadas nesse programa que é de muito longe o que melhor perspectiva o futuro da nossa Terra , que inova e abre caminhos não se refugiando num vago “Continuar” que espremido nada quer dizer.

E ao programa corresponde a equipa.

Gente experiente, gente com profissão, gente de idades diversas mas que no seu todo conhecem muito bem Guimarães e tem um currículo profissional e político que dá todas as garantias de serem capazes de governarem o município com inteligência, sensatez, competência, criatividade e paixão pelo que fazem.

E a liderar essa equipa está André Coelho Lima.

O político que na história do Guimarães democrático melhor se preparou para ser presidente da câmara.

Estudou, reflectiu, consolidou conhecimentos, falou com centenas de instituições e milhares de pessoas, ouviu com a humildade de querer aprender quando não sabia, correu os quatro cantos do concelho, fez milhares de quilómetros ( no carro dele…) por estradas nacionais, municipais e caminhos de Guimarães para hoje poder dizer ,sem receio de desmentido, que conhece o concelho na perfeição e em toda a sua globalidade.

Esta é a sua hora.

A hora de um vimaranense apaixonado por Guimarães, de um cidadão que já serviu com mérito inegável algumas das suas principais instituições, de um político preparado, motivado, na força da vida,liderar Guimarães com energia, criatividade, competência , conhecimento de causa e de causas e uma enorme visão de futuro.

Guimarães merece um Presidente assim.

André Coelho Lima vai ser esse Presidente a partir do próximo domingo.

Luís Cirilo Carvalho, 57 anos, é deputado municipal eleito pelas listas do PSD. Já liderou a concelhia do partido e foi deputado à Assembleia da República 1999 e 2005 na bancada social-democrata. Foi governador civil entre 2002 e 2003. Passou pelo Vitória Sport Clube como dirigente.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.