Orçamentalmente falando

Aprovado na generalidade, discutido na especialidade, o orçamento de estado será votado, na globalidade, no dia de hoje, 27/11, a partir das 15 horas. É o terceiro orçamento apresentado pelo Partido Socialista, depois da sua viragem, ao encontro das suas raízes.

Nunca um governo, saído das eleições, tinha tomado tantas medidas, de cariz social, como o actual. Tal como nunca, em todas as legislaturas, foram aceites, discutidas e aprovadas, tantas propostas, vindas de todos os quadrantes políticos, representados na Assembleia da República.

A mudança de paradigma, do modo de fazer política, aceite pelo PS, em resposta ao desafio lançado pela esquerda, deu origem ao crescer da esperança, ao recuperar do poder de compra que, por sua vez, dá origem a alguma estabilidade social. Mas, dizem os cépticos ou os detractores, este orçamento está aquém do desejável, não é suficiente.

Claro que não é suficiente! Custa muito mais levantar que cair, principalmente quando temos gente demais, a empurrar para baixo. Perfeito seria, se não tivéssemos tantos corruptos a comerem tudo e a deixarem migalhas para quem produziu.

O orçamento de estado está aí e, em princípio, será aprovado pela maioria dos representantes do povo. Só nos resta esperar que, no futuro, continuem a ser eleitos deputados com, cada vez maior, capacidade de sustentar governos, com orientação de justiça social.

A nível local, a câmara começou a receber os partidos com assento na AM, no sentido de ouvir as suas propostas, para o orçamento municipal. O Bloco de Esquerda, tendo em conta a experiência dos anos anteriores, levou as suas propostas, mas com pouca expectativa de serem aceites, mesmo sabendo que, mais tarde ou mais cedo, poderão ser aplicadas como sendo da autoria do executivo em exercício.

Mais uma vez, tal como nos anos anteriores, as principais preocupações do BE estão na acção social, na recuperação e preservação ambiental, em transportes públicos eficientes, abrangentes e acessíveis a todos, na activação das cantinas escolares e transportes dos alunos.

Em suma, propomos um orçamento que tenha como prioridade as pessoas, principalmente as mais desprotegidas, de todo o concelho.

Joaquim Teixeira é militante do Bloco de Esquerda e é sócio-fundador e atual tesoureiro da associação NCulturas.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.