GALA

O Vitória realizou na noite de ontem mais uma “Gala dos Conquistadores” na qual para além da entrega dos emblemas de prata e outro aos associados com 25 e 50 anos de filiação associativa ainda homenageou várias pessoas ligadas ao clubes de técnicos a funcionários passando por dirigentes e atletas.

Do presente e do passado.

A “Gala” é em si uma excelente ideia, a exemplo daquilo que se faz noutros clubes nacionais e europeus, e significa em si um momento de confraternização clubista em que o Vitória agrade aos que o serviram e aproveita a oportunidade para exaltar os valores vitorianos ao memso tempo que tem um gesto de reconhecimento à fidelidade clubista.

Sendo a “Gala” uma excelente iniciativa que merece o apluso de todos acho ainda assim que pode e deve ser melhoradas nalguns aspectos que a enriqueceração e lhe permitirão enraizar-se cada vez mais no sentir dos adeptos.

Por um lado, e embora compreendendo que os espaços tem limites fisicos, creio que deve ser fomentada uma participação cada vez maior dos associados porque o clube é deles, a festa também, e quanto mais estiverem melhor será.

Percebo que o facto, extremamente positivo, de o Vitória se ter associado a um canal televisivo para transmissão da cerimónia condiciona naturalmente o dia e a hora da sua realização mas ainda assim creio que o conseguir “puxá-la” para o fim de semana (sexta ou sábado) terá efeitos extremamente positivos quanto ao número de presenças.

Por outro lado entendo que a cerimónia , de grande tradição e significado, de premiar a fidelidade clubista não pode nunca ser um número menor e atirada para uma espécie de “aperitivo” da ceroimónia porque isso significa não considerar quem merece toda a consideração do clube.

Para isso penso que será preferível o Vitória separar a “Gala” da cerimónia de atribuição dos emblemas mantendo a “Gala” no dia em que ela actualmente ocorre (e que é um dia em que outros clubes também fazem as suas “Galas” como por exemplo o Porto) e realizando a cerimónia dos emblemas noutra data, preferencialmente numa tarde de sábado como ocorreu tantas vezes no passado, de molde a permitir que os homenageados que não residem em Guimarães possam ter maior facilidade em se deslocarem para estarem presentes na cerimónia.

São apenas sugestões mas que creio corresponderem ao interesse dos associados que é também o interesse do clube.

Mas a “Gala” de ontem teve , em termos pessoais, um significado muito especial e aqui o deixo numa nota muito pessoal .

A minha sobrinha Mariana, que nasceu e reside desde sempre em Lisboa, recebeu o seu emblema de 25 anos de associada, tantos como os que tem de idade, premiando uma fidelidade associativa de sempre e um vitorianismo que a acompanha desde o berço pese embora residir num concelho em que outros clubes tem enorme preponderância.

Tive muito gosto nisso pese embora a enorme pena de não poder estar presente por compromissos bem longe de Guimarães.

E registo com um enorme orgulho vitoriano que a minha sobrinha é a sexta pessoa da família a recerber o emblema de prata depois do meu avô (que também recebeu o de ouro), do meu pai (que faleceu pouco antes de receber o seu), de mim e dos meus filhos João e Pedro também eles associados desde que nasceram.

Não será caso único, felizmente, mas não deixo de registar que seis emblemas de prata (25 anos de sócio) mais um de ouro (cinquenta anos) numa mesma família é motivo de orgulho e a certeza de que os vindouros (o meu neto Alexandre com três anos de idade já tem três anos de associado como é evidente) saberão dar continuidade à tradição de uma família em que o Vitória e os valores vitorianos estão desde sempre presentes e se transmitem de geração em geração.

Para já vamos na quinta geração mas certamente que não ficaremos por aqui!

Luís Cirilo Carvalho, 58 anos, é deputado municipal eleito pelas listas do PSD. Já liderou a concelhia do partido e foi deputado à Assembleia da República 1999 e 2005 na bancada social-democrata. Foi governador civil entre 2002 e 2003. Passou pelo Vitória Sport Clube como dirigente.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.