AS MAÇÃS E AS MENINAS DE GUIMARÃES;

Para Maria Gabriela Martins da Cunha

Ó Madrinha dos Estudantes de Guimarães:
vem preencher o só Teu Espaço;
Muitas Avós Foste, e muitas Mães,
Todos couberam em Teu Doce Regaço;
Vem, Aninhas, Senhora de Quinchães,
preciso que me ajeites o laço;
(E mesmo que me aperte a garganta,
é por Tua Mão que espero, Minha Santa);

(…)

 Menina, chamar-te, tão só, a Razão
é apoucar o Mundo que nos ofereces;
És a Razão da Razão da Razão, pois então,
a Razão de todas as Razões;  Esqueces
que, só por Ti, há Razão para haver Coração?
Portanto: ‘Meu bem, ouve as minhas preces’,
e, à minha completa falta de juízo,
responde, de forma clara, com um sorriso;

Porque quando eu chegar, todo galante,
de lança em punho e de camisa lavada,
vou querer ver-te, lá no alto, deslumbrante,
aguardando, serena, a oferta rosada;
Meu Peito de (Jovem) Estudante
já palpita por essa jornada;
E, em troca, presente não precisarás de dar:
ficar-me-ei, porque me basta, pelo teu olhar;

O Soldado Desconhecido;
Soldado; Combatente; Guerreiro;
Essas coisas da guerra;
Samurai experimentalista;

Foto: viajarentreviagens.pt