15 dias para o NATAL|O jazz depois do jazz

Faltam 15 dias para o Natal e o Duas Caras deixa-lhe uma sugestão por dia de presentes ou iniciativas originais, provenientes do comércio/produção local. Hoje: O jazz depois do jazz, de Ivo Martins.

É diretor, há mais de 20 anos, do Guimarães Jazz, e a obra foi apresentada este sábado, 09, por ocasião do Mercadinho de Natal da Ramada. Contou com a presença do editor (7 Nós), Manuel João Neto.

Leiamos a sinopse: Hoje, o jazz, tal como o título desta obra sugere, encontra-se já para além do horizonte do seu próprio significado. Partindo deste pressuposto, Ivo Martins propõe-nos uma reflexão sobre o fenómeno musical na era da sua reconfiguração por via da abordagem polissémica, multidisciplinar e pós-histórica que caracteriza a produção artística contemporânea, reflexão esta que não se fixa no jazz, alargando-se a outros campos do conhecimento (filosofia, sociologia, estética, arte, etc.).

O termo “jazz”, à semelhança do género musical que ele próprio designa, sendo permeável às influências das conjunturas sociais, económicas, culturais e tecnológicas na qual se insere, viveu sempre, desde a sua origem, num estado de crise e de mutação permanentes. Esta condição agudizou-se com o advento da sociedade digital, que inaugurou um labirinto interminável de canais de acesso à realidade que mudaram em definitivo a relação do ser humano com o mundo que o rodeia e, por maioria de razão, com a música. Esta compilação de três ensaios, escritos em tempos e registos diferentes, pretende responder às inquietações geradas por esta mudança radical de paradigma e contribuir para o debate em torno da pertinência das categorias estéticas e artísticas que herdámos do século XX, ao mesmo tempo que pretende reflectir sobre quais serão, hoje, as estratégias mais eficazes de actuação no campo cultural do jazz.

Em O jazz depois do jazz, Ivo Martins, com o seu habitual tom de pessimismo escrupuloso e partindo de uma perspectiva irredutivelmente pessoal e não-historicista sobre a música, questiona o presente e o futuro do jazz na caótica encruzilhada da contemporaneidade, inaugurando com esta sua reflexão, tal como já havia feito por ocasião da publicação do seu ensaio Em trânsito, em morte – também publicado na 7 Nós – um novo território na paisagem editorial ensaística em Portugal.

Ivo Martins (n.1952) é o director artístico do festival Guimarães Jazz e curador de arte contemporânea. Escreve regularmente sobre música, arte e literatura, tendo colaborado no passado com revistas como a Op, a Acto e a espanhola Cuadernos de Jazz. Em 2012, publicou na 7 Nós a sua primeira obra, Em trânsito, em morte.

À venda nas livrarias habituais.