2017 em revista

banner duas caras DNAR

O período do ano em que estamos é propício a balanços. Ao encerrar 2017, nada melhor do que passarmos o ano em revista e destacar aqueles que foram os seus melhores momentos.

Tendo o exercício a perspetiva local, é impossível deixar de iniciar esta análise pelo acontecimento que marcou o arranque do ano: o falecimento de Mário Soares. Pela figura ímpar da luta pela democracia que foi, pelo exemplo de tenacidade que representa para as gerações vindouras e pela marca indelével que deixa na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

O ano político local é, naturalmente, marcado pelas eleições autárquicas do passado dia 1 de outubro. Todo o período que antecedeu a data foi de ampla e esclarecedora discussão, levando a uma campanha das mais participadas de que tenho memória.

O resultado não foi menos esclarecedor e os grandes vencedores foram o Partido Socialista e Domingos Bragança. O mandato amplamente reforçado do Presidente da Câmara de Guimarães fazem dele a figura política do Ano em Guimarães.

O PS terminou estas eleições com quase mais 8000 votos, com mais 3 juntas de freguesia, com 7 das 9 vilas do concelho, com mais 2 eleitos na Assembleia Municipal e com mais mandatos no global das Assembleias de Freguesia. Os vimaranenses validaram em toda a linha o programa político para o quadriénio 2017-2021 e o cumprimento do mandato anterior.

Nos factos políticos do ano, quatro destaques: O Avepark, a Candidatura a Capital Verde Europeia, o Festival da Canção e o Vitória.

O Avepark porque 2017 foi o ano de dois anúncios absolutamente fundamentais para o futuro do Parque de Ciência e Tecnologia, que comprovam a justeza e importância estratégica do investimento ali feito, pela Câmara Municipal de Guimarães.

A Farfetch anunciou o alargamento das suas instalações, reforçando a sua presença e desmistificando algum suposto abandono do Parque.

Já a Universidade do Minho, e o consórcio em que ela se insere, garantiram para Guimarães o Centro de Excelência Europeu em Medicina Regenerativa e de Precisão, com sede no futuro Instituto Cidade de Guimarães.

A Candidatura a Capital Verde Europeia é outro dos factos do ano, a que juntaria, pela qualidade da sua construção, a abertura da Academia de Ginástica, edifício Carbono Zero.

Depois de preparada a Candidatura, Guimarães está agora dotada de uma visão estratégica para nos anos que se seguem percorrer este caminho da sustentabilidade ambiental. Pelo meio, já é finalista na Candidatura a 2020.

O Festival da Canção teve também muito destaque no ano de 2017. Nacionalmente, com a vitória de Salvador Sobral e da música que correu a Europa e acabou por vencer a Eurovisão. E em Guimarães, porque garantiu a organização do Festival para o próximo ano.

Por fim, o Vitória e a época que terminou em maio deste ano. O clube da terra não só garantiu o lugar que todos achamos que é o seu, ficando em 4º lugar e garantindo acesso direto à UEFA, como chegou à final da taça, deixando que o seu maior ativo, os adeptos, fossem o maior brilho da festa. A chuva para nós foi sol, mas a taça de 2013 não se repetiu, o que teria tornado perfeito este ano.

Para a semana ficam os desejos para 2018!

Paulo Lopes Silva, 30 anos, é Adjunto para a Cultura da Vice-Presidente da Câmara de Guimarães. Membro da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, ano em que foi candidato a presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. Foi membro da comissão de acompanhamento da Capital Europeia da Cultura na Assembleia Municipal. Licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi Diretor Nacional de Organização do Partido Socialista entre 2011 e 2014.

banner duas caras DNAR