Primeira criação de Luís Miguel Cintra pós-Cornucópia estreia em Guimarães

A primeira criação teatral de Luís Miguel Cintra após o fecho do teatro Cornucópia chama-se “Um D. João Português” e estreia esta sexta-feira, 19, em Guimarães. Trata-se de um espetáculo que acontecerá a dois tempos: a primeira parte da peça realiza-se amanhã no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, pelas 21h30, e completa-se no sábado, no mesmo local, à mesma hora.

O espetáculo foi construído ao longo de 2017 em quatro cidades portuguesas: Montijo, Setúbal, Viseu e Guimarães, onde se finalizou o projeto. Por estas ocasiões, o público pôde acompanhar o processo de criação da peça. É em Guimarães que vai acontecer a estreia absoluta do espectáculo: Luís Miguel Cintra esteve em residência artística, em dezembro, com a quarta e última parte da peça: “Um D. João Português. A Escuridão ao Fim da Estrada”.

Para Luís Miguel Cintra, trata-se de uma “obra aberta”, que parte de uma tradução do séc. XVIII livre do clássico de Molière, mas cujo texto vai buscar outras inspirações, a autores como Becket ou Cervantes. Há muito que queria fazer esta peça mas só agora, depois de 43 anos no Teatro da Cornucópia, do qual foi fundador, é que leva a cabo o projeto. “Desde o início da minha vida que queria fazer esta peça mas sempre achei que era muito cedo para a fazer. É uma peça que exige maturidade e portanto achei que esta era a ocasião para isso”, adianta o encenador.

Luís Miguel Cintra deixou o Teatro da Cornucópia em 2016, por problemas de saúde, o que veio a ditar o fecho da própria companhia. Também deixou os palcos mas em “Um D. João Português” regressa para pequenos papéis.