Caminho estreito

Na comunicação social desta semana ficamos a saber que a Cidade Berço é, das 23 cidades Minhotas, a que mais verbas gastou com o Ambiente.

Não podemos ignorar que o caminho está a ser feito, as ruas limpas, principalmente, no Centro Histórico para turista ver, projectos inovadores como o “papa-chiclas” e o “ecopontas” mesmo que apenas os possamos encontrar na cidade, o desenvolvimento das hortas pedagógicas e, no presente, a construção da ecovia. Tudo para se fazer o caminho da conquista do título de Capital Verde Europeia ou apenas com uma visão abrangente de futuro, ou seja, desejar que Guimarães se transforme num concelho inovador no que diz respeito ao Ambiente e à Ecologia.

Guimarães é feito de pessoas, umas nascidas e criadas, outras que escolheram esta cidade para viver. O envolvimento de todos no que se refere à mudança de comportamentos, e à diminuição da factura a pagar no futuro, é essencial e primordial.

O que interessa é o caminho, como diz o senhor Presidente Domingos Bragança, não o seu fim e para caminhar a seu lado pede aos vimaranenses que alterem comportamentos. Mas é a alguns vimaranenses que falta mostrar a candidatura que está a ser avaliada pela comissão organizadora da União Europeia.

Desta candidatura espera-se que reflicta os comportamentos de um povo e de um concelho tão extenso e tão rico. Os lugares verdes, as linhas de água, as práticas do passado tão próximo que vão sendo gradualmente substituídas por práticas mais sustentáveis. Nela esperamos encontrar uma visão de Futuro, futuro que será de todos.

A transparência é essencial num processo no qual se pretende o envolvimento de todos. E ao contrário do título de Capital da Cultura Europeia em que a participação de todos também era essencial, mas muito especifica no tempo, o título de Capital Verde Europeia queremos que seja um incentivo à mudança de comportamentos. Um esforço de mudança individual que trará benefícios para todos.

Apresentar a candidatura nas escolas aos mais jovens vimaranenses é muito importante, os comportamentos das crianças influenciam os comportamentos dos adultos que os rodeiam. A edição de um livro sobre a candidatura a Capital Verde Europeia é a forma de perpetuar este primeiro esforço e trabalho desenvolvido à volta de um assunto tão importante para o planeta Terra.

No entanto, seria essencial ir mais longe, envolver a população numa apresentação pública das ideias e das propostas, como se apresentassem uma “maquete” em que todos conseguimos ter uma visão mais clara e ampla de um concelho que se quer em mudança, rumo a um título. No entanto, se a atribuição do título não acontecer talvez o caminho se torne sinuoso e até estreito demais para podermos passar todos.

Mariana Silva, 34 anos, licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos, na Universidade do Minho. É eleita na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, eleita na Assembleia da União de Freguesias Oliveira do Castelo, São Paio e São Sebastião desde 2013 e membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”.
Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.