De 1884 a 2018: o desafio de inventar o futuro

Se há motivos de orgulho que unem os vimaranenses ser berço da nacionalidade é o maior de todos eles. Ser pioneiro, ir à frente, inventar o futuro que outros ambicionam adivinhar.

Quando para o ano se celebrarem 135 anos da Exposição Industrial (a primeira exposição concelhia do país) e da chegada do primeiro comboio a Guimarães, lembraremos que sempre quisemos mais e que olhamos para o progresso como pedra de toque da nossa ação.

A estreita ligação da autarquia com as instituições de ensino superior que a rodeiam, tem dado frutos e permitido a Guimarães seguir ligeiro neste desenho do futuro. Instituto de Design, Centro de Ciência Viva ou Avepark são hoje realidades. Escola de Hotelaria e Turismo ou Escola de Música e Artes Performativas serão realidades amanhã.

Está já no horizonte próximo a Instalação no Avepark do Instituto Cidade de Guimarães de Investigação e Desenvolvimento de Materiais Biomédicos Avançados e Engenharia de Tecidos Humanos, onde estará o Discoveries Centre, uma parceria entre as cinco principais universidades portuguesas e a University College of London, considerada uma referência mundial em Ciências e Tecnologias da Saúde.

Um investimento de cerca de 150 milhões de euros que promete ser absolutamente estruturante no que à ciência portuguesa diz respeito, consubstanciando-se provavelmente no maior centro de investigação com base em Portugal.

Criar condições para que esse futuro se invente em Guimarães é também sedear o Gabinete de Coordenação do MIT Portugal no Pólo de Azurém da Universidade do Minho, transfere-se para o nosso concelho por um período mínimo de 6 anos, mas com planos para 10.

Desafiar o presente é permitir experimentar, errar e inovar. E se há espaço de excelência para este tipo de comportamento, são as Incubadoras. De Base Rural, Social, Criativa, Tecnológica ou Industrial. Hoje mesmo dá o pontapé de saída ao Start.Up Guimarães.

Num tecido económico de pequenas e médias empresas, o caminho é o da inovação e do valor acrescentado. Se no nosso concelho temos a sorte de ter todo este potencial instalado, através de um tecido empresarial com anos de história e de casos de sucesso nacional e internacional, criar um ambiente criativo, de experimentação, de inovação e de empoderamento dos cidadãos será decisivo na exponenciação dos resultados obtidos.

Continuamos a orgulharmo-nos de sermos um território que lidera pelo exemplo. Temos que continuar a ter a ambição de experimentar e inovar, tornando-nos ainda mais uma referência.

Da sede do maior Centro de Investigação com sede em Portugal, à base do MIT. Da primeira Empresa Unicórnio portuguesa à Capital Europeia da Cultura e Cidade Europeia do Desporto. Da primeira Exposição Industrial concelhia à vontade de ser a primeira Capital Verde Europeia Portuguesa. Devemos ter a ambição de sermos, também, uma Capital Europeia da Inovação.

Paulo Lopes Silva, 30 anos, é Adjunto para a Cultura da Vice-Presidente da Câmara de Guimarães. Membro da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, ano em que foi candidato a presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. Foi membro da comissão de acompanhamento da Capital Europeia da Cultura na Assembleia Municipal. Licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi Diretor Nacional de Organização do Partido Socialista entre 2011 e 2014.