Dia Mundial do Trabalho Digno

Este domingo, 07 de outubro, assinalou-se o Dia Mundial do Trabalho Digno.

E o que é isto do Trabalho Digno, ou se quisermos, a dignidade a que todas/os temos direito nos nossos locais de trabalho?

É trabalho digno aquele que coloca homens e mulheres em igualdade de circunstâncias, quando realizam a mesma tarefa, quer seja ao nível do salário, do tratamento por parte dos superiores hierárquicos, da possibilidade de progressão na carreira, etc.

Trabalho digno é também aquele em que é respeitada a opinião política, religiosa ou outra, nesta como noutras matérias a realidade é bem diferente.

Para a grande maioria dos trabalhadores só existem deveres, assim o entende a maioria dos patrões, que agora se chamam entidades empregadoras, aos trabalhadores que já foram empregados, chama-se colaboradores. Ora colaborar pressupõem que as duas partes se olhem como iguais no processo produtivo, uns porque criam postos de trabalho e são promotores da produtividade, os outros porque são os que efectivamente produzem e sem os quais a função dos primeiros se esgotaria.

Trabalho digno é o que permite auferir do salário, fruto do esforço diário, mas que seja a tempo e horas de forma a que todos possamos cumprir os nossos compromissos sem colocar em risco a dignidade de cada um. Importa também por em prática a máxima que diz: 8 horas de descanso, 8 horas de trabalho e 8 horas de lazer.

Mais igualdade no tratamento entre homens e mulheres, sem abusos e intromissões, respeitando as diferenças entre iguais. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho digno é a chave do progresso social.

Actualmente o principal objectivo de OIT consiste em promover oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a um trabalho digno e produtivo, em condições de liberdade, equidade e dignidade. Ora assim, deve caminhar-se para o fim das discriminações e desigualdade entre os sexos, exploração de trabalhadores migrantes, protecção e solidariedade face às doenças, deficiências e envelhecimento.

Compete às autoridades nacionais e internacionais promover acções conjuntas que permitam a aplicação concreta destes conceitos, devendo em meu entender passar por uma maior eficácia da Autoridade para as Condições do Trabalho.

Assim, uma sociedade sem subjugados, seria uma sociedade mais equilibrada e mais justa, promotora de um desenvolvimento sustentável do ponto de vista do equilíbrio na medição entre o peso de quem produz e o peso do capital.

Sónia Cristina Patrocínio Gonçalo Ribeiro, 43 anos, é coordenadora da concelhia de Guimarães do Bloco de Esquerda, membro da distrital do BE e presidente do CESMINHO- Sindicato do Comercio Escritórios e Serviços do Minho.