Dialética Política: Ciclovia. O lazer vs. necessidades quotidianas

Monteiro de Castro, vereador da Coligação Juntos por Guimarães, mostrou-se “chocado” com o investimento que está a ser feito na construção da ciclovia em Guimarães, dizendo que o lazer está a sobrepor-se às necessidades quotidianas dos vimaranenses. Domingos Bragança rebate defendendo uma “cultura da bicicleta”, semelhante à que se vive nos países do norte da Europa.

Monteiro de Castro, vereador da Coligação Juntos por Guimarães

A minha surpresa e na verdade, o senhor presidente tem razão, não devia ser surpresa, porque já o afirmou no programa do Partido Socialista, mas eu com a toda a sinceridade – que é a forma que me acompanha no meu dia-a-dia – nunca li o programa do partido socialista. Mas que é uma aberração, é. Pergunta-se aos vimaranenses o que é que é mais importante: é o quotidiano, é o chegar a emprego todos os dias, ou é, ao sábado e ao domingo ter tempo disponível percorrer as margens do rio Ave.

Claro que na minha opinião, o que era importante era fazer estes quatro quilómetros, só estes quatro quilómetros, de Guimarães às Taipas, onde passam 20 mil automóveis por dia. Se é verdade o número que a União Europeia fala de 7% [meta de utilização da bicicleta por parte dos cidadãos] dos 20 mil, 7% são 1400, nós teríamos circulação a sério na via, em quatro quilómetros de via.

Até tive o cuidado de ir medir e o senhor presidente agora confirmou: estava a imaginar ligar [o parque do] Ardão – eu para ir para Santa Eufémia de Prazins ia daqui ao Jumbo. Mas quando chegasse ao Jumbo, já teria chegado à rotunda de são João de ponte. Portanto, eu ia daqui [edifício da Câmara] ao Jumbo, depois subia o rio, passava Silvares, São João de Ponte, vila das Taipas, Barco, Briteiros e eu medi: são 11 quilómetros. Sugeri fazer ligações do rio aos aglomerados, quer dizer, eu não estive para insistir… Mas isto não faz sentido.

O que faz sentido é construir uma ciclovia que ligue a cidade à vila das Taipas. Naturalmente que é importante ligar a São Torcato, a Pevidém e a Moreira de Cónegos mas o facto é este: a zona da vila das Taipas e a sua envolvente são à volta de 40 mil pessoas e a prova disso são os números da universidade a dizer que há 20 mil passagens por dia neste troço no distrito – e esse devia ser prioritário. Aliás quando tivermos o plano de mobilidade urbana, quando tivermos o plano de transportes que o Professor Álvaro Costa está a fazer, vai surgir daí seguramente a diretriz de que esta é linha prioritária.

Portanto os vimaranenses têm pouco tempo para o lazer, infelizmente. Depois é preciso ver que o lazer é muito bonito no verão quando há sol. Agora quando está chuva esta utilização…

Isto é uma coisa… gastar milhões numa coisa que vai ter pouquíssima utilização. Tenho dúvidas de que as próprias candidaturas possam ser bem-sucedidas se por acaso não for contemplada uma solução como esta que apresentei.

É preciso dar prioridade aos principais polos, mesmo os dentro da cidade. O Parque da Cidade – de lazer -, à Cidade Desportiva – lazer. Pronto, isso já transmite uma mensagem. Eu não tinha ficado muito surpreendido mas fiquei chocado ao ser dito… mas não fui eu e depois houve aí uns debates… exteriorizei logo o meu pensamento a quem estava à minha beira e ao senhor presidente que chamei à atenção: não faz sentido e é uma coisa completamente descabida.

Quase como a ciclovia que vai para o Avepark. É impossível. Numa bicicleta elétrica sim mas como um indivíduo vai subir uma rampa de 8%.

A ciclovia está na cidade e ignorou… qual o principal polo que tem mais apetência para o uso da ciclovia no núcleo urbano? É a universidade. Toda a gente sabe que os estudantes universitários se tiverem condições para utilizar a bicicleta: é o pão nosso de cada dia para eles. Na primeira fase ela ficou mais ou menos ignorada. Nesta segunda fase, vão ser criadas essas ligações fundamentais, a meu ver. Primeiro, que se trate do centro urbano. Estão aqui 50 mil habitantes mas não se pode esquecer os 40 mil que estão na vila das Taipas. E portanto eu não estou a falar para mim porque é assim: um utilizador de bicicleta era capaz de me atrever a vir a Guimarães de bicicleta porque faz bem à saúde e ao espírito. Mas a verdade é que ouvíamos no passado esta ideia de que “não é possível porque é das Infraestruturas de Portugal, não podemos intervir”. Mas essa para mim é a intervenção prioritária. Aliás, a estrada tal como disse na minha intervenção, a N101, que liga a cidade à vila das Taipas está naquele lugar não é por acaso: as gerações do passado chegaram à conclusão que era aquela a forma mais fácil, com menos esforço, com um tralado mais curto para unir a cidade à vila das Taipas e portanto essa é que merece a presença da ciclovia.

A visão do lazer deveria entrar numa segunda fase. Há necessidades primárias […] e é evidente que deveria ser o quotidiano. É uma ideia estapafúrdia estar a pensar responder ao lazer com uma solução muito difícil para ser usada sem expressão.

O secretário de Estado dizia na inauguração que a meta é 7% da penetração da bicicleta. Como é que é possível atingis os 7% se não formos à procura de quem utiliza e isso é o quotidiano. O lazer é um dia por semana para aquelas pessoas que o podem fazer.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães

Sim. Neste programa de centralização, uma das transferências podem ser as estradas nacionais que atravessam o concelho, nas zonas, pelo menos, mais urbanas, não é? E isso é bom. Isso é bom. Porque nós temos muitos constrangimentos e queremos muitas vezes intervir e não podemos sem um processo de autorização demorado.

E às vezes também não conseguimos que essa competência seja passada para nós pelas Infraestruturas de Portugal. E é um processo que estou a acompanhar de perto. É claro que também tem que ser acompanhado por transferências financeiras, não é?

Não vamos ficar com as estradas e depois… Só por si temos que as reparar, conservar, sem nenhum reforço financeiro. Mas a medida é boa nesta questão das estradas, porque as pessoas, nossos concidadãos, não olham a quem é… Se é das Infraestruturas, se é da responsabilidade da Câmara. Para as pessoas, é sempre da Câmara. Para os nossos concidadãos é sempre da Câmara e, portanto, mais vale nós termos a responsabilidade mesmo, não é? E isso é uma boa medida. Espero que essa, pelo menos, seja conseguida.

Esta intervenção na estrada 206, que liga Guimarães a Famalicão, definindo um canal de ciclovia, tem que ter autorização das Infraestruturas de Portugal.

A intervenção… Porque a estrada não é nossa. E é uma… É uma… Enfim, uma subestação que é feita, neste caso na 206, pelo colega de Famalicão e eu acedi, que sim, que vamos trabalhar neste percurso ciclável que liga… Esta 206 é de Silvares, Brito, Ronfe…

É muito importante a ligação das duas cidades, da cidade de Guimarães a Famalicão, uma vez que a ligação da cidade de Guimarães a Braga… Esta está bem definida quanto ao que queremos, não é? Já está a ser trabalhada há algum tempo, há mais de dois anos até.

Esta aqui de Famalicão não estava e eu acho muito interessante. Também tem que ter o acordo das Infraestruturas de Portugal. Se entretanto chegar para nós essa estrada, está resolvido. Ficará só dependente de nós… De Guimarães e de Famalicão.

Não, não. Não será a longo prazo [implementação da ciclovia]. Nós, como sabem, agora no programa de criação de uma infraestrutura ciclável por todo o país, nós apresentamos de imediato ao governo a nossa…

Enfim… Um programa do que queremos e o que queremos é ligar às principais cidades, não é? As cidades que estão connosco aqui, que são nossas vizinhas.

Mas também um programa de ligação à estação de caminhos-de-ferro nas localidades. Portanto, que o percurso faça, tendo em conta Lordelo e Moreira de Cónegos e outras localidades, mas estas aqui… E depois fazemos as ramificações para os centros urbanos dessas vilas e dessas freguesias e depois também, num programa arterial, digamos assim, de ecovia…

Ligação à rede de ecovias que estamos a construir. E termos essa disponibilidade para cada um de nós, se quisermos, no presente e no futuro, mas essencialmente no futuro, quando isto estiver construído, utilizar no seu dia-a-dia a bicicleta, o possa fazer.

Nós estamos a avançar. Construímos agora esta parte, não é? Este tramo da… Digamos, para simplificação do parque da cidade à cidade desportiva. Avança de imediato para Pevidém. Na construção da via do Avepark, segue a construção do tramo de ligação do Avepark, segue também ecovia.

E ao libertar a 101, portanto a ligação de Fermentões, Ponte e Taipas, nós urbanizamos esta estrada nacional e, eventualmente, passará também, agora mais fácil, para nossa responsabilidade. E construiremos nesta ligação de Fermentões… Se quiser, da cidade às Taipas, construiremos um percurso pedonal, um percurso ciclável, a arborização e o mobiliário urbano, dando mais… Digamos assim, um ambiente mais suave para a vivência humana, a esta 101.

Mas é possível por causa da construção da via do Avepark, que ela está congestionada. Não há vivência com os carros todos a passar ali com aquela intensidade. Só é possível com esta infraestrutura, que está a correr bem, da via do Avepark também… Da via do Avepark.

A ligação ciclável às Taipas vai ter três percursos… Irá ter três percursos. Através do rio, à margem do rio, portanto da ligação a Ardão, Silvares, seguindo à margem do rio, atravessando Ponte, Taipas e levando até Donim. Portanto terá a ligação às Taipas pela margem… Digamos, pela ecovia, tendo em conta que é pedonal, ciclável e tem em conta essencialmente o património natural… O ambiental. Depois, temos a construção da via do Avepark, porque a própria via do Avepark terá ecovia segregada, terá uma pista ciclável… Um percurso ciclável segregado. E a seguir à construção ou em simultâneo à construção da via do Avepark, nós, ao requalificarmos a 101, também construímos uma via ciclável e teremos um percurso ciclável e pedonal… Que eu também quero que seja pedonal e ciclável na 101, portanto ao longo de toda a 101. Portanto, teremos três acessos cicláveis às Taipas e a todas as localidades, mas centrado nas Taipas… Às Taipas, via rio… Margem do rio, via tramo e estrada nova a construir do Avepark e também requalificação por efeitos desta nova via do Avepark, na 101.

A via do Avepark… A via do Avepark… Vamos começar pela ecovia. Pela ecovia e eu já tenho o estudo a fazer-se. É um estudo interno com a nossa equipa que conhece melhor o território que ninguém. Está a ter apoio em algumas especialidades. Mas a ligação da ecovia ao longo do rio Ave já está a ser feito… Realizado.

A ligação ciclável através da via do Avepark e da 101 é mais demorado, porque a via do Avepark… Nós não teremos via do Avepark pronta… Espero estar em construção. Espero, em 2021, ter a via do Avepark em construção. Porque nós agora teremos a aprovação, como já tenho referido diversas vezes, teremos a construção… O projeto aprovado, até final do ano. Depois, começamos a aquisição dos terrenos. Se a aquisição dos terrenos for fácil, não houver litigio… Mas é difícil, são muitos proprietários. Se não houver litigio, nós rapidamente resolvemos isso. Mas havendo litigância, temos de ir pela expropriação. Demorará um ano, um ano e meio. Na melhor das hipóteses, ano e meio. Significa que entramos em 2020. Depois, concursos de obra… Se estivermos, em 2021, em concursos de obra… Em construção da via do Avepark é bom. Mas pode ser que corra melhor. Mas sejamos realistas. Tudo isto faz parte do projeto da via do Avepark. O projeto está pronto, aprovado. Depois, a expropriação dos terrenos por onde passa a via do Avepark e depois a construção… O concurso e construção da obra. O que é certo é que nós já temos o dinheirinho para isso.

Nós temos o dinheirinho: os recursos do programa assinado em 2017 para isso. Isso é que é fundamental, porque esse está locado a este programa e nós temos isso. Agora, tudo para executar é o tempo, o tempo necessário. Isso não se faz num dia. Eu agora uso essa expressão. Num dia não se faz.

É preciso é trabalhar no dia-a-dia para que as coisas se consigam, mas demora muito tempo porque é assim que tem que se seguir os procedimentos, os terrenos têm dono, têm de ser adquiridos… Enfim, tudo isto demora tempo.

E a 101 podemos trabalhá-la já. Se a 101 vier para nossa posse, podemos trabalhá-la em alguma requalificação. Não naquilo que é completo, porque eu não vou, enfim, estreitar a via, quando ela está congestionada, não é? Portanto temos de ter em atenção isso. A rotunda de Ponte já é um princípio. Mas a rotunda de Ponte, que é onde irá começar… Também faz parte da via do Avepark.

A rotunda de Ponte faz a distribuição do trânsito para a nova via a construir e para o parque industrial. E na própria 101… Eu espero lançar essa obra, que é a segunda fase deste programa da via do Avepark, em 2019. Portanto, essa teremos. Em 2019, 2020, também teremos essa rotunda do Avepark… A rotunda de Ponte, que faz a distribuição ali do trânsito para o parque industrial. Mas, se em 2021, tivermos tudo isto em construção… Não é em projeto, é em construção, é bom. É muito bom. E 2021 é já amanhã. Isto passa tudo muito depressa o tempo, não é? Passa tudo muito depressa.

Já há dois anos [que existe] um projeto comum entre – conjunto entre a Câmara de Guimarães e a Câmara de Braga, para requalificar uma grande área florestal e patrimonial. Nós… A nossa… Aquela capela crucificada de Santa Madalena. E como sabe… Mas Braga é uma questão, como tenho dito ao meu colega Ricardo Rio, a ligação da ecovia a Guimarães por Braga não tem grande importância para Braga, porque Guimarães começa na Falperra. O hotel da Falperra é Guimarães. E portanto significa que todo o percurso que temos de fazer quando falamos de ligação é mesmo… Quase do centro de Braga é da responsabilidade de Guimarães. Mas estamos a trabalhar. Esse também é uma ecovia, porque naquela zona… Ecovia é tudo o que tenha a ver com um percurso próprio, muito pelas zonas florestais… Zonas de património natural. Valorizando… Valorizando, criando pisos adequados, com drenagem de água para se manterem bem, e, ao longo de todo o percurso, uma proteção de fauna e flora muito específica do local. E é isso que nós pretendemos.

Vizela… Eu referi na reunião rio Vizela. É porque nós, às vezes, sentamo-nos no rio Ave. Mas nós estamos a trabalhar o rio Ave. O rio Vizela que atravessa Moreira de Cónegos… Chamo-lhe rio Vizela… Moreira de Cónegos e Lordelo. Mas também o ribeiro que passa Nespereira… A ribeira de Nespereira, de Conde Moreira de Cónegos e também temos o rio Selho. O rio Selho vai até Gonça… Nasce em Gonça, não é? E portanto Gonça, atravessa São Torcato e vem ter aqui à nossa veiga de Creixomil.

E portanto nós estamos a trabalhar com todos, com os projetos… Têm que se iniciar em algum lado, não é? E com as Brigadas Verdes que também têm dado uma ajuda grande. As Brigadas Verdes já têm, com a Junta de Freguesia… Identificaram já vários moinhos. Os moinhos também são muito importantes.

Nós, às vezes, esquecemos isso, mas há muitos moinhos, como sabem… A agricultura nos séculos passados e onde era feita a moagem do milho, a farinha para o pão, que era o principal alimento da população, era feito ao longo do rio para aproveitar a energia da água. E nós temos muitos moinhos ainda possíveis… Que temos condições para reabilitar. E também é a valorização do nosso património ao longo do rio. Portanto, estamos a fazer isso. Portanto, nós quando… Quando eu refiro o rio Ave, temos de começar por algum lado, e até nem vamos começar pelo rio Ave, vamos começar por ligar ao Selho, não é? A São Cristóvão de Selho e a São Jorge de Selho, Pevidém. Porque temos o caminho real, seguimos o caminho real. Porque é que vamos pela estrada se temos o caminho real? Não vejo qual é o problema. Se temos um caminho que é seguro, pelo caminho real que, no fundo, vai à margem… Ao lado da própria estrada, não vamos agora estar a complicar. E até em termos de segurança, porque andar de bicicleta não é assim tão seguro como na estrada, se partilhado.

Ainda não há uma cultura de bicicleta… Enfim, as coisas… Tem que se caminhar… Enfim… Espero que, daqui a seis, sete, dez anos, a cultura da utilização da bicicleta seja completamente diferente e que seja igual à que se utiliza na Holanda ou na Noruega ou na Suécia. É para isso que… Aqui temos esse modelo. Noruega, Suécia e Holanda. É esse o modelo. Estamos a dar centralidade ao lazer, mas nas diversas dimensões. O lazer, a proteção do ambiente, ter uma vida saudável… Portanto, viver o quotidiano com saúde… E também utilizar no quotidiano estes percursos para deslocação para os trabalhos e para o seu dia-a-dia… Para o seu quotidiano. Estamos a fazer tudo, não é?

Onde depois tivemos que entrar na via partilhada nas estradas, que temos que entrar… Aliás, vamos entrar já. Vamos entrar na via, pintar, definir percursos cicláveis na própria cidade e vamos fazê-lo ainda este ano de 2020, não é? Mas essa é a parte mais simples até para nós, é pintar, definir percursos… Não tem nada de obras de arte, não é?

Agora o que o engenheiro Monteiro de Castro está a colocar é que nós estamos a centrar as nossas preocupações nas ecovias e não nos percursos cicláveis pelas estradas, não é? Mas não é verdade. Nós estamos a dar tudo, a fazer tudo. Começamos mais pela ecovia, porque eu também entendo que ninguém vai para a estrada se não tiver um domínio completo da bicicleta.

Isso significa o quê? Que andar dois ou três anos na nossa ciclovia, cada um de nós vai-se habituar ao uso da bicicleta, domina bem a bicicleta… E se já depois tiver as pinturas na estrada, com sinais a dizer que é o percurso ciclável, para vir ao Toural, para ir à universidade, para ir aos estabelecimentos comerciais, para ir para a fábrica… E então nós utilizamos a bicicleta, porque nos habituamos ao domínio completo da bicicleta, dominamos como um utensílio qualquer do nosso dia-a-dia e também habituamo-nos uns e outros em comunidade a usar a bicicleta como um modo de deslocação… E também uma assunção cultural que é muito importante o uso da bicicleta por ser económica e por proteger o ambiente e é isso que… Económica, proteger o ambiente e fazer bem à saúde, porque ao momento que nos deslocamos também estamos a fazer esforço físico.

Em contexto de reunião de Câmara, o órgão que governa dos destinos do município, os temas são quase sempre debatidos a duas caras. Este exercício de dialética política serve para conhecer os argumentos que suportam as aprovações, abstenções ou chumbos que, de quinze em quinze dias, vão marcando a cidade. O seu a seu dono: discursos transcritos na primeira pessoa.
Este trabalho conta com o apoio da:

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