Domingos Bragança quer que Vitrus assuma transporte coletivo em zonas de baixa densidade populacional

A empresa municipal Vitrus poderá assumir o transporte coletivo de passageiros em zonas de baixa densidade. Pelo menos, é este o desejo de Domingos Bragança que, à margem da última reunião de Câmara, disse estar bastante “inclinado” porque não quer estar “dependente das concessionárias para liderar” estes processos.

Domingos Bragança diz estar “inclinado”, mas está dependente do estudo de transportes coletivos de passageiros para deliberar no sentido de “criar uma empresa municipal de transportes” para zonas de baixa densidade populacional. O presidente diz não querer estar dependente de concessionárias para poder “liderar” o processo de levar os transportes públicos às zonas de baixa densidade populacional.

“Para os territórios de baixa densidade, criar uma empresa municipal de transportes, em que tem três, quatro, cinco, seis autocarros, com trinta lugares, vinte lugares e que atende às necessidades dos nossos concidadãos. Com plataforma de gestão, flexível, de rotinas, de percursos, mas tendo. Porque senão isto tende a não andar e também ter em conta aquilo que quero que seja mobilidade elétrica”, mencionou o presidente.

“Estou muito tentado à criação de uma empresa municipal”, sendo que apontou a Vitrus como uma empresa que pode operar no setor: “basta entrar no licenciamento, porque tem no seu estatuto a mobilidade”, justificou, lembrando que há municípios que têm compensações pelo serviço de transporte prestado através das empresas municipais.

“Se os outros municípios estão a ir aos programas comunitários e têm subsídios para a aquisição de uma frota elétrica, porque têm empresas municipais e os municípios que não têm empresas municipais estão dependentes das empresas de transportes que operam privadamente, da vontade deles de querer ou não querer… E eu não estou muito para isso”, adiantou.

A Vitrus atua já atua em algumas áreas de gestão de resíduos urbanos, limpeza de infraestruturas municipais, fiscalização de parcómetros e de gestão dos parques de estacionamento municipais. É atualmente liderada por Sérgio Castro Rocha.

Ansiedade pelo plano de mobilidade sustentável

Está por dias a publicitação do plano de mobilidade sustentável e do estudo de transportes coletivos de passageiros na plataforma eletrónica da Câmara. O presidente quer “começar imediatamente a divulgação e a discussão” desses documentos, antecipando desde logo o aumento de carros a circular nas estradas nos últimos anos. Continua a defender os meios clicáveis e pedonais que “permitirão reduzir a utilização do automóvel no futuro”.

Passes sociais para jovens até aos 18 anos é boa medida se for para todo o país

Passes sociais para jovens até aos 18 anos é uma medida que Domingos Bragança vê com bons olhos, mencionando aquilo que considera ser uma tendência: “progressivamente, o transporte público começa a ser tendencialmente gratuito, tendo em conta exatamente as questões da mobilidade nas cidades e as questões ambientais. Claro que o país pode o que pode, o município pode o que pode, mas gradualmente a tendência é essa”.

Para o presidente da Câmara de Guimarães, esta seria “uma boa medida se for estendida a todo o país”. Aliás, o edil vimaranenses vincou que se a medida for apenas para as cidades de Lisboa e Porto então a mesma tem que ser cabimentada em orçamento municipal, na medida em que se trata de “justiça equitativa”. O desejo passa por “o orçamento de Estado dar um contributo, os orçamentos municipais darem outro”.

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