Movimento Poético #2

Por Nuno Freitas

A lua dos corvos

Já os fantasmas os chamam..
para brincar o outono de suas penas avulsas
quando a noite os fecunda em bando
à beleza madrasta de todas as luas

vagas de vento fustigam Astúrias
de seu aroma de fome necrófaga
até ao restauro,
da dança solene d’astúcia
na gigante beleza desta lua teriomórfica

Encriptam-se silêncios alheios…
latos à sua singular submissão
como companheiro da poesia de Odin…
e corvo branco de Apolo, mensageiro de seu coração..

Assim ficou negro, negro de lindos tormentos..
a bardos feitiços do rapace da escuridão
que demovem elencos…
de um qualquer luar em imensidão

*rubrica da responsabilidade de César Elias cujo título é inspirado em António Gedeão