Eleições

A 26 de Maio, os portugueses vão ser chamados para mais um acto eleitoral em que se decide quem serão os deputados eleitos para o Parlamento Europeu.

Esta semana foram apresentados os 5 primeiros candidatos da lista da CDU, encabeçada por João Ferreira, de que tenho honra de fazer parte. Somos 3 mulheres e 2 homens, com idades compreendidas entre os 35 e os 42 anos. Mulheres e homens comprometidos com as populações, estando sempre próximos dos problemas dando o seu contributo para uma Democracia plena em Portugal, seja a nível local, no nível nacional e até no quadro da União Europeia.

No dia seguinte, o Partido Ecologista Os Verdes apresentou, por sua vez, na cidade do Porto, os seus candidatos nessa lista da CDU, e os 10 compromissos para a intervenção no Parlamento Europeu. A Estação de São Bento foi o local escolhido, não só pela sua beleza e centralidade, mas também pela sua importância no dia-a-dia dos portuenses e de todo aqueles que trabalham na cidade do Porto ou a visitam.

Estas eleições realizam-se num momento em que precisamos de consolidar os passos dados após o período negro da Troika e das imposições da União Europeia que travam o desenvolvimento do nosso país, que empobrecem o povo português e num passado recente expulsaram milhares de jovens portugueses para os vários cantos do Mundo. Estas eleições realizam-se num momento de conflitos mundiais, de migrações e de perda de biodiversidade.

As políticas promovidas pela União Europeia não têm garantido respostas sólidas para as questões do país, como por exemplo ao nível da Política Agrícola Comum, bem como a grandes questões a nível mundial como são as Alterações Climáticas ou a Paz. Pelo contrário, a União Europeia promove políticas que agravam esses problemas, como são exemplos os Tratados de Comércio Internacional que, ao liberalizarem o comércio, têm como consequência o incremento de práticas agrícolas e industriais lesivas do equilíbrio ambiental e são potenciadoras das alterações climáticas, bem como a cumplicidade com as políticas de ingerência dos Estados Unidos da América e da NATO, com o seu cortejo de vítimas.

Por isso, a situação do país exige nestas eleições, a eleição de deputados para o Parlamento Europeu, empenhados e comprometidos com essas causas, com a defesa das especificidades, das potencialidades, dos interesses e da soberania nacionais.

Todos os dias se ouvem apelos às mudanças de comportamentos dos cidadãos, mas não chega apelar aos cidadãos, é necessário exigirem-se políticas de fundo que protejam os nossos mares, os nossos solos, que promovam uma alimentação saudável, que preservem a biodiversidade animal e vegetal. São urgentes políticas e medidas que ponham fim à delapidação dos recursos naturais e promovam o equilíbrio entre o homem e a natureza.

O Partido Ecologista Os Verdes parte para estas eleições com 10 compromissos:

Defender os interesses nacionais no Parlamento Europeu;
Defender as pessoas e os seus direitos em comunhão com a natureza;
Valorizar o transporte público e uma mobilidade sustentável;
Promover a eficiência energética transitando para as energias renováveis limpas;
Desenvolver a Economia Circular mais verde, inovadora e justa;
Proteger a Natureza e a Biodiversidade;
Produzir e consumir local, alimentos livres de OGM e pesticidas;
Combater a poluição do ar e da água, reduzir os plásticos, proteger os rios e mares; Promover a democracia e da Paz;
Lutar por direitos iguais para todos e defender o direito ao asilo.

Enquanto vimaranense, se for eleita, não deixarei de defender as minhas raízes minhotas em todas as áreas, mas sobretudo defender as mulheres e os homens do sector têxtil ou da cutelaria e o nosso património cultural e nacional.

Da estação ferroviária de São Bento, no Porto, o PEV quis abrir um caminho novo, para concretizar as políticas certas para desenvolver Portugal. Com a CDU.

Mariana Silva, 36 anos, licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos, na Universidade do Minho. É eleita na Assembleia Municipal de Guimarães desde 2009, eleita na Assembleia da União de Freguesias Oliveira do Castelo, São Paio e São Sebastião desde 2013 e membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes”.
Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.