Regresso de Férias e Eleições no Horizonte

Regresso às crónicas, depois do período em que uma parte significativa dos portugueses aproveitam para recuperar forças e descansar, para retomar novamente a normalidade das suas vidas no arranque de setembro.

Faço-o confortavelmente sentado no sofá, a uma hora tardia e no final de mais um dia de trabalho, e sinto finalmente na pele aquilo que é ser o maior partido da oposição em Guimarães.

Sim, escrevi bem. Isto porque só é possível estar na pele deste “novo” PSD Guimarães se estivermos confortavelmente sentados ao computador, como tem sido a oposição desde junho passado. Feira Afonsina, Nºs de desemprego e, mais recentemente, a propósito das filas de espera nos serviços de Registos, foram os temas que levaram a oposição à direita a emitir comunicados. Uma forma pouco criativa, propositiva ou dinâmica de assumir o papel que os vimaranenses lhes atribuíram nas últimas eleições.

Confortavelmente, usam os temas que mais chamam à atenção de quem vai comentando na rua ou nos espaços das redes sociais, para fazer política. Sempre demagógica, oportunista e oportunisticamente com lapsos de memória.

Falam do que parece estar na espuma dos dias, sem rumo à vista, e sem olhar para dentro de portas.

Se o fizessem, parariam por um segundo para perceber que a taxa de desemprego que temos, no tempo deste Governo, é a mais baixa das últimas duas décadas, ao mesmo tempo que se devolveram rendimentos e se aumentou o salário mínimo nacional.

Se o fizessem, parariam por um segundo para perceber que os serviços públicos, e não só os dos Serviços de Registos e Notariado, sofrerem um ataque com pouco ou nenhum precedente ao longo do último Governo PSD/CDS, com diminuição de pessoal efetivo e desmotivação generalizada por um conjunto de medidas que foram à carne e esqueceram o osso, nos cortes cegos para lá da troika.

Não o fazem, e limitam-se a explorar a ocasião para navegar a onda. Confortavelmente no sofá e por comunicado.

Mais ativa e criativa segue a campanha do seu cabeça de lista às próximas eleições legislativas, no distrito de Braga, que vai motivando algumas partilhas e publicações da estrutura local, para lá dos aludidos comunicados. Não deixa de ser interessante avaliar este desfasamento, possivelmente explicado por uma habituação a um líder local que já não o é, que não deixou sucessão à altura e que, possivelmente, afastar-se-á 300 kms sem tirar os olhos da casa de partida.

Sobre estas eleições, voltarei com mais profundidade dentro de quinze dias. Até lá, segue a campanha, e, da parte que me toca, esperançoso que Guimarães e o distrito de Braga, reconheçam o trabalho deste Governo, e dos candidatos vimaranenses que integram as listas do PS em lugar elegível: a cabeça de lista Sónia Fertuzinhos e o líder do PS local Luís Soares.

Na rua, no contacto direto com a população, com mais ação e menos comunicados de sofá.

Paulo Lopes Silva, 31 anos, é Adjunto para a Cultura da Vice-Presidente da Câmara de Guimarães. Líder parlamentar da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Guimarães, de que é membro desde 2009, ano em que foi candidato a presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião. Licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade do Minho. Foi Diretor Nacional de Organização do Partido Socialista entre 2011 e 2014.