As opções alimentares de cada um de nós estão cada vez mais na ordem do dia. Por vezes até de forma muito sectária e até um pouco discriminatória, muitos de nós tendemos a olhar de lado para aqueles que assumem que optam pelo vegetarianismo ou pelos que assumem o veganismo.
No entanto, tendemos a esquecer que as opções alimentares têm impactos directos na nossa saúde e no ambiente. Assim sendo, torna-se cada vez mais urgente que a dieta alimentar seja repensada, que se diminuam os gastos com a nossa saúde ao colocarmos nas nossas refeições os produtos que são mais saudáveis.
Sabemos que o consumo exagerado de carne está associado a doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes entre outras. Por isso, devemos reduzir o seu consumo se quisermos permanecer longe do médico e da farmácia.
Por outro lado, as ofertas de menus vegetarianos são ainda muito reduzidas. De cada vez que vamos jantar fora com um amigo que opta por uma alimentação vegetariana lá o vemos desconsolado a comer a omelete ou a salada de tomate com alface.
É necessário promover menus vegetarianos com uma composição equilibrada que não gere um défice de nutrientes importantes no consumidor. E se este esforço se vai encontrando nos privados, muito mais poderíamos e deveríamos encontrar nas cantinas públicas.
Não foi por falta de sugestão que as cantinas públicas em Guimarães ainda não têm menu vegetariano. Como sabemos é sempre necessária uma lei que obrigue, uma lei que nos obrigue a alterar comportamentos, mesmo quando esses comportamentos são para o nosso bem. Finalmente, a lei vai chegar e as cantinas públicas vão deixar de discriminar os que optam por uma alimentação vegetariana ou que simplesmente não gostam de carne.
Só com a obrigatoriedade é que alguns municípios evoluem, mas como diz o povo “mais vale tarde do que nunca”. Esperemos que pelo menos, sendo obrigados a colocar menus vegetarianos nas cantinas públicas, não esperem que a Assembleia da República os obrigue a comprar os produtos frescos nos produtores locais, incentivando a produção local e contribuindo para a diminuição da pegada ecológica.
É só mais uma proposta que ainda não foi ouvida, mas não custa repetir!!!
